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Assoprar fita funcionava? Desmascaramos cinco mitos dos games

Será que ajudava mesmo?

Victor Ferreira

Do Gamehall, em São Paulo

01/03/2017 12h23

Nas últimas décadas, de uma forma ou de outra, videogames dominaram a imaginação do público com seus avanços tecnológicos e novos mundos e personagens a serem conhecidos.

Sendo assim, como acontece com quase todas as grandes formas de tecnologia e entretenimento, surgiram vários mitos e contos fantásticos ao redor dos games, desde códigos especiais para deixar personagens pelados até histórias bizarras sobre um enterro de cartuchos de Atari em um deserto dos EUA.

Com isso em mente, UOL Jogos decidiu rever alguns destes mitos, e ver se eles eram verdade ou uma versão mais complexa do clássico "meu amigo contou".

  • Imagem: Barbara Gutierrez de Andrade/UOL
    Barbara Gutierrez de Andrade/UOL
    Imagem: Barbara Gutierrez de Andrade/UOL

    Assoprar o cartucho ajudava a limpar a poeira?

    Mito: Falso Dos tempos do Atari até o N64, era comum retirar e assoprar o cartucho de um videogame quando ele não iniciava corretamente.

    A ideia é de que, ao assoprar o cartucho o jogador limparia a sujeira presente no cartucho, o que melhoraria a conexão com o console

    De acordo com um artigo no site Mental Floss, porém, a conexão provavelmente aconteceria simplesmente ao retirar e encaixar o cartucho novamente, com o sopro servindo apenas como "efeito placebo" - que só ajuda porque nosso subconsciente diz que está ajudando.

    Pior ainda, a saliva e umidade poderiam danificar não só a fita como o receptor do console, causando ainda mais problemas no futuro.

  • Imagem: Reprodução/Microsoft
    Reprodução/Microsoft
    Imagem: Reprodução/Microsoft

    A Atari enterrou cartuchos do jogo de "E.T." no deserto?

    Mito: Verdadeiro

    Um dos maiores símbolos do Crash do Mercado de Games de 1983, "E.T.: The Extraterrestrial" para o Atari 2600 ainda é considerado popularmente um dos piores jogos de todos os tempos.

    Seu impacto foi tão negativo que, como diz a lenda, a Atari se viu forçada a enterrar milhares de cópias do jogo para não sofrer um prejuízo pior.

    A história acabou virando um dos grandes contos da cultura pop, chegando a ser tema do clipe "When I Wake Up", da banda Wintergreen.

    Em 2013, uma escavação feita em um aterro na cidade de Alamogordo, no Novo México, encontrou centenas de milhares de cópias de jogos do Atari 2600, incluindo vários cartuchos de "E.T."

    A descoberta das fitas pode ser vista no documentário "Atari: Game Over", disponível na Netflix Leia mais

  • Imagem: Reprodução
    Reprodução
    Imagem: Reprodução

    Videogame estraga a TV?

    Mito: falso

    Na sua infância, certamente ouviu de sua mãe ou pai ou tia ou avô de que jogar muito videogame - entre outras coisas - estragaria a televisão.

    Isto, é claro, não é (totalmente) verdade. Televisores de tubo mais antigos tinham grande problema de sofrer o chamado "burn-in", em que uma imagem ficaria gravada na tela da TV. Isso, porém, não era necessariamente culpa do console, e poderia acontecer com qualquer imagem.

    (Curiosamente, este problema voltou a surgir quando as TVs de plasma começaram a aparecer no mercado)

  • Imagem: Reprodução
    Reprodução
    Imagem: Reprodução

    Virar o PlayStation de ponta-cabeça funciona?

    Mito: verdadeiro

    Quem tinha o primeiro PlayStation sabe que, em situações desesperadoras como um travamento ou loading eterno, era possível que o jogo voltasse a funcionar ao virar o console de ponta-cabeça.

    Ao contrário da prática de assoprar o cartucho, fazer isso realmente ajudava com os games, já que a pressão feita com a tampa e o peso do console faziam com que o espaço entre o leitor e o disco diminuíssem, facilitando a leitura do jogo.

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
    Imagem: Divulgação

    O Iraque comprou milhares de PS2 para lançar mísseis

    Mito: falso

    Durante o lançamento do PlayStation 2, rumores indicavam que o governo de Saddam Hussein teria furado o embargo imposto pelos EUA importado 4 mil consoles da Sony para o Iraque.

    A ideia era que, com base nos processadores do console, o governo iraquiano planejava criar um supercomputador para usar como guia para lançar mísseis.

    Enquanto é certamente possível fazer algo do tipo, é necessário um processo de engenharia e desenvolvimento de software que levaria anos para ser completo pelos especialistas iraquianos.

    Por isso, tal qual as supostas armas de destruição em massa que Saddam escondeu em algum lugar do país, o uso do PS2 como arma foi apenas mais um mito.

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