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Disquete, conexão discada e mais: como era jogar no PC (bem) antes do Steam

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Falando em anos 90, alguém lembra de "Reboot"? Imagem: Reprodução

Victor Ferreira

Do Gamehall, em São Paulo

27/02/2017 10h46

Hoje em dia, é relativamente simples - e, de acordo com muitos, melhor - jogar games em um PC.

Embora para muitos ainda seja mais fácil comprar um console, o computador oferece literalmente milhares de opções de jogos diferentes que podem ser acessados sem grandes problemas pelo público.

Mas nem sempre foi assim.

Pessoas com ao menos 20 e poucos anos que tiveram a chance de testar um PC nos anos 80 e 90 sabem o quanto a tecnologia mudou nestas últimas décadas, e os desafios que todos precisavam superar para jogar seu shooter/jogo de estratégia/RPG isométrico favorito.

Relembre com a gente coisas que - graças a Deus? - não voltam mais

  • Imagem: Divulgação/Thngs
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    Disquetes

    Embora viva eternamente como "o símbolo para salvar algum arquivo", o disquete de 1,44 MB - uma evolução e tanto de seus predecessores dos anos 70 e 80 - teve seus tempos áureos na década de 90.

    Era por meio de um destes (ou vários, com o passar dos anos) que jogadores tiveram acesso - de forma legal ou não - a jogos como "Doom", "Oregon Trail" e "The Secret of Monkey Island".

    Até o fim da década, porém, eles seriam substituídos por um dispositivo com capacidade de memória centenas de vezes maior: o CD-ROM.

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    Configurar TUDO

    Hoje em dia, é relativamente simples configurar os dispositivos e sistemas ligados ao jogo - com o PC fazendo a maior parte do trabalho para a maioria dos jogadores.

    Nos tempos de MS-DOS, porém, o jogador precisava fazer uma pequena aula de programação para que todos os componentes do PC - placa de som, placa de vídeo, memória RAM, mouse ou joystick ou qualquer outro tipo de periférico - funcionassem em conjunto.

    Isso, é claro, sem falar em liberar memória extra do computador para que o jogo não parasse em um momento crucial.

  • Conexão discada

    Quem não se lembra daquele som?

    Por muitos anos, jogadores em todo o mundo precisavam sacrificar sua conexão telefônica - afinal de contas, celulares não eram exatamente populares na época - para dedicar algumas horinhas a "EverQuest", "StarCraft" ou qualquer outro jogo em que era possível enfrentar alguém online.

    E ai de quem não se desconectava porque o pai ou mãe ou irmão tinham um assunto importante para lidar no telefone.

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    Poeira no mouse

    Antes do advento e popularização da tecnologia óptica em periféricos, mouses precisavam usar bolinhas como forma de definir o posicionamento do cursos na tela

    Invariavelmente, o mouse acaba ficando cheio de poeira, o que significava que o usuário precisava parar tudo o que estava fazendo, tirar a bolinha da cavidade e limpar seu interior, incluindo as rodinhas que movem a esfera.

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    Telas pequenas

    Quem já tentou jogar um game clássico dos anos 90 em um PC moderno sabe que um dos grandes desafios é fazer com que ele fique bonito e funcional em uma tela plana e de alta resolução.

    Isto porque, 20 anos atrás, os monitores de CRT não tinham a mesma capacidade de resolução ou mesmo o tamanho das de hoje em dia, e 800x600 era quase um luxo.

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    Algo como o Steam era pura ficção científica

    Hoje em dia é impossível pensar no mercado de games no PC sem pensar no Steam. Afinal de contas, a loja digital ajudou a revolucionar e reinventar o computador como uma plataforma de jogos.

    Nos anos 90 (e até o início dos anos 2000), uma plataforma digital em que seria possível comprar, baixar e armazenar estes jogos era um sonho improvável, já que o princiapl parâmetro para este tipo de coisa era o Napster, que só acabou surgindo no fim da década e foi duramente perseguido por empresas.

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    Revistas com discos de jogos

    Por não ter nada parecido com o Steam naquela época, jogadores tinham de lidar com outras formas de encontrar jogos no PC.

    Um dos jeitos de fazer isso era comprar revistas como a CD Expert e a 3D Gamer, que além de oferecer matérias de revistas internacionais como a PC Gamer também traziam discos com demos e até mesmo jogos completos, incluindo clássicos da época como "Tomb Raider II" e "Soul Reaver".

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    A magia dos FMVs

    Enquanto certos consoles, como o Sega CD, até tiveram alguns exemplos clássicos (e "clássicos"), em meados dos anos 90 o PC era a terra dos FMVs - sigla para Full Motion Video.

    Embora o nome tenha significados diferentes, no mundo dos games o termo ficou marcado por jogos que traziam cenas com atores reais. A maioria, como era de se esperar, era terrível, mas ainda era possível encontrar algumas joias como "Wing Commander III" e "Phantasmagoria".

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    Jogos educativos

    Quando os computadores começaram a se tornar um dispositivo mais comum em casas e escolas, diversos estúdios criaram jogos com fins educativos.

    Enquanto boa parte deles é esquecível, há aqueles que conseguiram se destacar e servir não só como educação mas também como entretenimento, em particular games como "The Oregon Trail" e a série "Carmen Sandiego".

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