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A ciência explica: de que formas videogames fazem bem para o cérebro

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Ter videogame na cabeça pode ajudar o usuário no mundo real Imagem: Reprodução

Victor Ferreira

Do Gamehall, em São Paulo

Mesmo se tornando uma mídia cada vez mais popular, videogames ainda são vistos popularmente como uma "perda de tempo", que acabam servindo mais como distração e que, em piores casos, pode até causar problemas como agressividade e alienação social, além de problemas físicos.

Embora seja claro que a interatividade dos jogos eletrônicos possam causar certos efeitos negativos - especialmente em excesso -, mais e mais estudos revelam que pessoas que interagem com games regularmente recebem uma série de benefícios no seu dia a dia.

Por isso, UOL Jogos separou de que formas os games podem ajudar seus usuários a viverem vidas melhores, seja reforçando a memória ou até mesmo ajudando a interagir com outras pessoas.

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    Melhoram a coordenação motora

    Exemplos: "Call of Duty", "Battlefield"

    Em 2014, um estudo conduzido na Universidade de Toronto mostrou que pessoas que jogam videogame tendem a ter uma coordenação motora melhor do que a de outros.

    Na pesquisa, era necessário manter um marcador dentro de um quadrado maior, que se movia em um padrão complicado que se repetia. No começo todos tinham problemas em seguir a rota, mas logo os jogadores de videogames de ação começaram a seguir a rota mais facilmente.

    Além disso, um estudo publicado na revista PLOS Online revela que crianças e adolescentes que jogam games tem um córtex mais grosso na região frontal do olho esquerdo no cérebro, região que é associada à coordenação motora.

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    Aumentam o foco

    Exemplos: "Battlefield", "Gears of War"

    Uma série de pesquisas, como este estudo de Vinkrath Bejjankhi e associados, mostram que ao contrário do que muitos pensam, videogames também ajudam a melhorar os sentidos de percepção e foco de seus usuários.

    Em jogos de ação como "Battlefield", "Call of Duty" e "Gears of War", jogadores são encorajados a aprenderem certos padrões para evitar dano e eliminar inimigos. Esta experiência acaba passando para o mundo real, com estas pessoas tendo performance melhor em testes de percepção do que quem não joga games.

    Não só isso, quem não tinha experiência muita experiência com jogos eletrônicos e teve 50 horas de acesso a games foi bem melhor do que quem não teve acesso a nenhum game.

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    Jogos de ação melhoram a visão

    Exemplos: "Call of Duty", "Unreal Tournament"

    Outro velho chavão de quem acha que videogames são um problema diz que eles estragam a visão. A verdade é exatamente o contrário.

    Uma pesquisa feita em 2009 pela Universidade de Rochester descobriu que quem joga games de ação com movimentação mais rápida, como "Call of Duty 2" e "Unreal Tournament 2004", desenvolvem uma sensividade ao contraste das imagens, o que ajuda a perceber mudanças súbitas em tons de cinza

    Esta habilidade ajuda pessoas a ler e até dirigir em ambientes mais escuros.

    (É importante notar que jogos mais calmos, como "The Sims", não causaram mudanças neste tipo de sensibilidade visual)

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    Expandem a criatividade

    Exemplos: "Animal Crossing", "The Sims"

    Um estudo publicado na revista científica "Computer in Human Behavior", utilizando como base o chamado Torrance Test - que procura explorar os diferentes níveis de criatividade das pessoas - indicou que a maior parte dos games (com exceção de gêneros como corrida) acaba tornando seus jogadores pessoas mais criativas.

    O estudo também dá destaque especial a jogos que chama de "interpessoais", como "The Sims" e "Animal Crossing", que incentiva a seus jogadores a cuidar de outras pessoas e relacionamentos.

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    Diminuem a ansiedade

    Exemplo: "Bejeweled" Hoje em dia videogames são considerados uma forma comum de aliviar o estresse diário, mas um estudo científico indica que jogos de quebra-cabeça com interfaces e mecânicas simples, como "Bejeweled", são capazes de melhorar o seu humor e reduzir risco de diabetes, doenças cardíacas e depressão.

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    Jogos online ajudam na socialização

    Exemplo: "World of Warcraft"

    Apesar do estereótipo de jogadores como pessoas anti-sociais, pesquisas como a do psicólogo Mark D. Griffiths mostram que ambientes online como "World of Warcraft" e jogos competitivos em equipe como "League of Legends" levam seus usuários a interagirem mais com outros dentro do game.

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    Incentivam a fazer atividades físicas no mundo real

    Exemplos: "Wii Sports", "FIFA"

    Embora a maioria dos games envolva ficar parado e olhando para uma tela, jogos que requerem mais movimentos do jogador podem servir como uma forma mais intuitiva e divertida de fazer exercícios, com pesquisadores do Centro de Ciências da Universidade de Oklahoma chegando a considerá-los uma alternativa para o público infantil.

    Outro estudo também revela que jogos com temática esportiva, como "Madden NFL" e "FIFA", podem encorajar seu público a tentar jogá-los no mundo real.

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    Fazem motoristas dirigir melhor

    Exemplos: "Mario Kart", "Unreal Tournament"

    Uma pesquisa conjunta da Universidade de Nova York Shanghai e a Universidade de Hong Kong descobriu que certos jogos podem ajudar a melhorar os reflexos de seus jogadores, tornando-os motoristas melhores e com maior tempo de reação.

    O estudo mostrou que quem tem experiência com jogos de corrida como "Mario Kart" ou até mesmo shooters como "Unreal Tournament" consegue reagir mais rapidamente do que quem joga pouco - o que pode ser vital na hora de evitar acidentes.

    Além disso, pessoas que não jogavam games que começaram a jogar como parte do experimento tiveram uma melhora significativa nestes quesitos.

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    Podem reduzir efeitos de envelhecimento

    Exemplos: "NeuroRacer" Quanto mais envelhecemos, mais nosso cérebro e corpo encontram dificuldades em realizar ações que anteriormente poderiam ser feitas facilmente

    Com os mecanismos certos e "treino", porém, é possível reduzir significativamente estes efeitos no corpo e mente, e videogames tem se provado uma forma excelente de fazer isso.

    Um exemplo acadêmico é o chamado "NeuroRacer", um jogo criado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco, que fez com que idosos de 60 a 85 anos melhorassem seu desempenho em habilidades multitarefa após acesso contínuo ao game.

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