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Cinco games para jogar enquanto "Super Smash Bros. Ultimate" não chega

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

15/10/2018 04h00

“Super Smash Bros. Ultimate” só vai chegar no longínquo 7 de dezembro. São quase dois meses de espera até o lançamento de um dos principais do Nintendo Switch em 2018. Para os fãs da franquia, a expectativa ainda é maior, já que o próximo jogo contará com todos os personagens marcaram presença na série, fora novatos como Ridley, as Squid Kids de "Splatoon" e a dupla Simon e Richter Belmont.

A vantagem é que vivemos em um período de fartura de jogos de luta do subgênero da série “Smash Bros.”, apelidados de “platform fighters”, por se diferenciarem de outras variações tradicionais, como as de “Street Fighter” e “Mortal Kombat” ou “Tekken” e “Soul Calibur”.

Pensando nos jogadores que mal podem esperar o lançamento do novo “Super Smash Bros.”, o UOL Jogos decidiu listar cinco jogos que podem saciar a vontade de pancadaria entre Mario, Sonic e Pikachu. Confira:

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Rivals of Aether é um ótimo indie inspirado por "Super Smash Bros." Imagem: Divulgação

Rivals of Aether (PC, Xbox One)

Queridinho dos jogos indie de luta, “Rivals of Aether” aposta em um elenco original e no duelo de quatro elementos: terra, água, fogo e ar. Criado por Dan Fornace, que trabalhou no “Killer Instinct” de Xbox One, o jogo é o que mais se aproxima de “Super Smash Bros.” na jogabilidade, com controles precisos e muita velocidade.

É como se fosse uma versão de Super Nintendo da franquia de luta criada no Nintendo 64, com visual agradável com estilo pixel art. O elenco original de lutadores é pequeno, com apenas oito personagens. No entanto, cada um deles tem um estilo bem próprio de lutar. Quem quiser mais, pode comprar até seis novos lutadores, disponíveis por DLC. Dentre eles estão Ori, do metroidvania “Ori and the Blind Forest”, e Shovel Knight.

Dá para jogar com até quatro jogadores no multiplayer local e fazer lutas 1 x 1 no online. Infelizmente ele ainda não está em todos os consoles, mas quase qualquer PC atual é capaz de rodar “Rivals of Aether” sem maiores dificuldades.

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Juan, de "Guacamelee!", é um dos lutadores convidados em "Brawlout" Imagem: Divulgação

Brawlout (PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch)

Com uma evidente inspiração na franquia da Nintendo, “Brawlout” apresenta um elenco original de lutadores antropomórficos, ou seja, animais com traços humanos, como um sapo luchador e felinos egípcios. Ele não para aí, no entanto, incluindo personagens do universo indie como combatentes. Estão no elenco Juan, de “Guacamelee!”, Drifter, de “Hyper Light Drifter”, os protagonistas de “Yooka-Laylee” e “Dead Cells”.

A jogabilidade tem traços parecidos com “Super Smash Bros”, mas é um pouco mais “leve”, com personagens que ficam mais tempo no ar quando pulam. Não há itens utilizáveis e as mecânicas de defesa e esquiva se diferenciam um pouco às do jogo da Nintendo, porém a lógica é a mesma: dano em porcentual e pontuação ao isolar o rival para fora das arenas – que são simplórias, mas agradam ao olhar.

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"Brawlhalla" é uma opção gratuita para quem sente falta de "Super Smash Bros." Imagem: Divulgação

Brawlhalla (PC, PS4 e Xbox One)

Gratuito, mas com conteúdo destravável mediante pagamento, o game segue a lógica de “Super Smash Bros.”, mas tem mudanças significativas na jogabilidade. Os jogadores revezam entre um de armas, que são coletadas pelo cenário e podem ser usadas como projéteis contra rivais.

O dano acumulado serve para tornar os personagens mais vulneráveis a uma porrada que os mandará voando para fora da plataforma – como o jogo da Nintendo estabeleceu lá em 1999. Há um elenco vasto com visual cartunesco, mas a maioria está bloqueada. No meu teste, não gostei muito da pegada do game, que pelo menos é de graça.

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"Towerfall" é simples e tem uma dinâmica frenética Imagem: Divulgação

Towerfall (PC, PS3, PS4, Vita, Xbox 360, Xbox One, Switch)

Dos criadores do ótimo Celeste, que contou com brasileiros no desenvolvimento, “Towerfall” tem uma dinâmica parecida com a série ”Smash Bros”, porém simplificada, super veloz e sem barras de dano ou personagens isolados das fases.

Com um estilo gráfico 8-bit, o jogo promove combates frenéticos com arco e flecha e muitos saltos. Todos têm munição limitada, ou seja, se acabaram suas flechas, você deve ir atrás das que erraram o alvo, sejam elas suas ou do adversário. Há flechas e poderes especiais, além de um modo single player de qualidade.

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"PlayStation All-Stars Battle Royale" trouxe ótimas ideias, pena que estúdio foi fechado Imagem: Divulgação

PlayStation All-Stars Battle Royale (PS3 e PS Vita)

Após três edições de “Super Smash Bros.”, a Sony pensou: “temos franquias e personagens próprios, vamos fazer nossa versão disso”. O resultado foi misto, com um elenco estranho, que conta com figuras icônicas como Kratos, Sly Cooper e Parapa e outras meio duvidosas como toda turma de Killzone.

Outros lutadores nem têm grande relação com a marca PlayStation, como o Big Daddy, que surgiu no primeiro "Bioshock", originalmente exclusivo de Xbox 360. Ao mesmo tempo, mascotes como Crash e Spyro estão ausentes.

As lutas rolam com uma dinâmica típica dos jogos inspirados em “Smash Bros”, mas em lindas arenas fechadas, sem espaço para personagens serem arremessados para estratosfera, lateral ou para a tela da TV. A pontuação/eliminação funciona na base de golpes especiais, que têm três níveis de força.

O estúdio responsável pelo game infelizmente fechou, pois a fórmula tinha potencial para ser aprimorada em uma eventual versão para PlayStation 4. Quem sabe a Sony revive a franquia em um futuro próximo, dando espaço para ótimos novos personagens, como Atreus de “God of War” e Aloy, de “Horizon: Zero Dawn”.