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Funcionários defendem Rockstar de polêmica sobre abuso de trabalho

Divulgação/Rockstar
Red Dead Redemption 2 Imagem: Divulgação/Rockstar

Do GameHall

18/10/2018 11h51

Após ex-funcionários criticarem publicamente a Rockstar sobres suas longas horas de trabalho extra, agora é a vez de pessoas surgirem para defender a empresa, em mais um desdobramento da polêmica iniciada por Dan Houser, confudador da companhia, quando revelou que a equipe de desenvolvimento de "Red Dead Redemption 2" trabalhou mais de 100 horas semanais para cumprir os prazos.

Vivianne Langdon, uma programadora que atualmente trabalha na Rockstar San Diego, expressou em seu perfil no Twitter sua perspectiva sobre as condições de trabalho do estúdio durante os últimos três anos e meio.

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"Geralmente não falo sobre trabalho, mas queria fornecer uma breve perspectiva pessoal sobre os artigos recentes que presumem que a Rockstar força seus funcionários a trabalharem 100 horas por semana", escreveu na rede social, deixando claro que é a sua opinião pessoal e voluntária, e que não houve qualquer tipo de pressão por parte da Rockstar.

"Eu nunca trabalhei mais do que talvez 50 horas por semana (e essa é uma ocorrência rara), mas geralmente trabalho de 2 a 6 horas extras por semana", esclarecendo também sobre as leis trabalhistas californianas para as horas extras e que foi requisitada para trabalhar em finais de semanas "uma ou duas vezes" durante o tempo em que está empregada.

"Os poucos casos em que trabalho tarde demais são geralmente porque estou envolvida e não quero parar até terminar algum problema complicado. Não é o resultado de alguém me forçar a ficar até mais tarde ou me dar prazos impossíveis, mas sim meu próprio impulso como programadora".

"Eu não sinto pessoalmente que estou sobrecarregada ou sendo maltratada", ela continuou, "Dito isso, eu não quero que isso diminua as histórias de outros que surgirem, e eu não quero sugerir que esta indústria é perfeita . Meu objetivo é apenas compartilhar minha experiência pessoal na Rockstar".

Outro funcionário chamado Wesley Mackinder também se pronunciou a favor da empresa no Twitter.

"Esta semana minha linha do tempo do Twitter foi recheada de bobagens. Estou na Rockstar há 6 anos e nunca trabalhei, nem fui requisitado para trabalhar, em remotamente perto de 100 horas por semana", contou.

"Eu nunca trabalhei 100 horas semanais na minha vida. Estou agradecida por qualquer hora extra que me pedem, e parece que, nessas circunstâncias, foi realmente uma situação infeliz", disse outra funcionária chamada Zoë Sams.

"Passei quase 5 anos na Rockstar North. Número de 100 horas semanais? Zero. Número de vezes que recebi alguma pressão por isso? Zero. Eu também fui promovido durante esse tempo. Eu amo trabalhar aqui, senão eu iria trabalhar em outro lugar", comentou outro funcionário.

"Estou na Rockstar há dois anos e trabalhei em RDR2. Eu nunca trabalhei nem perto de 100 horas por semana. Houve algumas horas extras mas nada de ridículo. Nós trabalhamos duro no jogo, mas não estávamos sendo abusados. Eu acho que o máximo que eu fiz no RDR2 foi 60 horas por uma semana", diz outro relato.

Apesar dos vários relatos positivos sobre a empresa, é difícil imaginar que um funcionário atual iria reclamar abertamente sobre uma possível crise no trabalho.

O problema existe na indústria, não só de videogames, e o lado bom dessa polêmica causada pelos comentários de Dan Houser, é que a questão está sendo discutida.

"Red Dead Redemption 2" será lançado no Xbox One e PlayStation 4 em 26 de outubro.

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