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Dragon Age III: Inquisition

Victor Ferreira

do Gamehall

06/08/2014 09h15

  • Direto de aventuras passadas da série, Leliana aparece como conselheira em "Inquisition"

“Dragon Age: Origins” foi um dos grandes títulos de 2009, considerado uma evolução dos RPGs que a Bioware desenvolveu durante o final dos anos 90 e início do século XXI, antes de trabalhar no primeiro “Knights of the Old Republic” e a série “Mass Effect”.

O jogo medieval apostou em versão mais acessível dos sistemas de combate encontrados em títulos como “Baldur’s Gate” e “Neverwinter Nights”, oferecendo diversos caminhos e soluções para resolver quests e, em geral, deixando o jogador explorar e descobrir o reino de Ferelden e seus arredores.

Após uma recepção positiva da crítica e público, a Bioware e a Electronic Arts foram rápidas ao criar a sequência, “Dragon Age II”, lançada apenas dois anos depois do original. Embora tenha recebido críticas positivas da imprensa, o público não ficou muito impressionado com o produto final, reclamando de combate enfadonho, ambientes limitados e história pouco engajante.

Agora, três anos mais tarde, o estúdio deve provar que com “Dragon Age: Inquisition” ainda há razões para explorar (e, quem sabe, salvar) o continente de Thedas e conhecer seus diferentes povos e facções.

VEJA UM POUCO DO COMBATE DE "INQUISITION"

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Que comece a inquisição

Em “Inquisition”, o estado político do mundo não é dos melhores: após os eventos de “Dragon Age II”, os magos e templários estão em guerra, enquanto o reino de Orlais encontra-se em uma crise política, que gerou uma guerra civil. Para piorar as coisas, um portal entre o mundo físico e o mundo espiritual - conhecido como “The Fade” - é aberto no céu, e demônios e outras criaturas podem atravessar livremente entre os dois planos.

No meio deste caos encontra-se o protagonista e personagem controlável, que recria uma instituição antiga e controversa que procura soluções e culpados pela abertura do portal, além de tentar resolver os outros problemas que assolam Thedas: a Inquisição.

A Inquisição é um órgão sem alianças e que não responde a uma autoridade maior - até aí nada de muito diferente de outros jogos da Bioware. A novidade é que, como Inquisidor (ou Inquisidora) líder, você não é apenas responsável por ser o ponta-de-lança de um pequeno grupo de heróis, tendo à sua disposição diversos membros diferentes que podem ajudar na progressão da história.

Isso estava presente, de certa forma, no título anterior da produtora, “Mass Effect 3”. Ao contrário daquele jogo, porém, a Bioware promete mais do que apenas um número que define um final específico. Caso queira invadir um castelo, por exemplo, é mais fácil fazê-lo ao ter um exército grande e influente com outras figuras da região, segundo os desenvolvedores.

“É fundamentalmente sobre trazer a uma organização o mesmo tipo de progressão que você pode esperar de um personagem”, disse o diretor criativo do game, Mike Laidlaw, à revista Game Informer. “É sobre ver crescimento em um nível que excede o pessoal. Sim, você ganha vários equipamentos legais e novos talentos e feitiços, mas como será se eu controlar uma organização e dar caráter - uma noção e um - a ela”.

A influência da Inquisição dependerá das ações do jogador, e como ele utilizará seu poder como Inquisidor. Isto quer dizer que todas as missões cumpridas, alianças formadas e inimigos destruídos ajudam a estabelecer e legitimar o grupo, procurando explorar e expandir o que estava presente em títulos clássicos - como as missões do Stronghold de “Baldur’s Gate 2”.

O jogador poderá fazer estas decisões na sala de guerra do chamado Skyhold, uma fortaleza que serve como Quartel-General da Inquisição, que poderá ser customizado durante o decorrer do jogo, e terá outros cômodos, como um calabouço para seus prisioneiros.

”Dragon Age” à francesa

No mais novo jogo da série, a Bioware parece querer responder e compensar pelas críticas aos ambientes repetitivos e limitados de “Dragon Age II”. Em “Inquisition”, o Inquisidor deverá atravessar um continente inteiro para resolver os problemas que assolam a região.

“Você irá do leste de Ferelden até o oeste de Orlais”, disse o produtor executivo Mark Darrah. “Isso é uma grande expansão de terras. Obviamente não vamos criar um milhão de milhas quadradas de espaço, então isso quer dizer que não é realmente um mundo aberto do jeito que algumas pessoas pensam. Mas cada uma das áreas que estamos construindo é maior do que qualquer coisa que fizemos antes”.

O jogador terá chance de visitar alguns lugares já mencionados, mas nunca visitados, em especial o reino de Orlais. Inspirado na França medieval, o território já foi citado por diversas vezes nos dois games anteriores, e foi casa de alguns personagens importantes, como a barda Leliana. A Bioware indicou que o visual dos locais e vestimentas dos personagens de Orlais será bem diferente do visto nos personagens de Ferelden, palco dos jogos anteriores

A região também é onde fica o QG dos Grey Wardens, grupo que tem como objetivo derrotar os monstros conhecidos como Darkspawn, e do qual pertenceu o protagonista de “Origins”. A facção é poderosa e tem guerreiros experientes, o que significa que o Inquisidor e sua trupe devem interagir com a organização em algum momento.

Novas (e velhas) caras

Como é de praxe nos jogos da Bioware, “Dragon Age: Inquisition” traz uma série de personagens diversos para seu grupo de aventureiros, além de participações especiais de antigos companheiros de equipe.

O grupo terá novas figuras com passados e motivações, como Vivienne, uma maga de Orlais que tinha um futuro brilhante no Círculo dos Magos antes de sua dissolução durante a guerra civil com os templários, ou o misterioso espírito Cole, que pode ou não ser um demônio disfarçado.

Alguns rostos familiares darão as caras durante a aventura: Varric e Cassandra, de “Dragon Age II”, estarão disponíveis como possíveis companheiros de batalha. Já Leliana e o templário Cullen - que teve papéis secundários nos dois jogos anteriores - servirão como conselheiros do Inquisidor, dando sua perspectiva sobre os conflitos e problemas de Thedas em termos militares e espionagem.

Isso sem falar de Morrigan, feiticeira de “Dragon Age: Origins”, que serve como conselheira da imperatriz de Orlais, Celene. O estúdio não indicou de qual lado a personagem está, mas prometeu seguir a narrativa e o relacionamento com sua mãe, a misteriosa Flemeth.

O próprio Inquisidor traz uma novidade na criação do personagem: diferente de Hawke, de “Dragon Age II”, é possível não só escolher o sexo, como a raça do personagem, que inclui humano, elfo, anão e uma nova opção, o Kossith - mais conhecido como Qunari, como o companheiro de “Origins” Sten e o vilão Arishok.

VEJA PARTE DA DEMONSTRAÇÃO DO GAME NA E3 2014

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Tática e customização

Uma das mudanças mais esperadas pelos fãs de “Origins” é o retorno da câmera tática, deixada de lado no jogo anterior. O objetivo da Bioware, em “Inquisition”, é trazer o equilíbrio certo entre o combate mais estratégico do primeiro game com a ação vistosa de “Dragon Age II”.

Desta vez, os inimigos não vão necessariamente de encontro aos heróis, procurando usar suas forças e compensar fraquezas. Por isso, é necessário trazer a equipe certa para diversas situações, seja com os diferentes magos, guerreiros e ladrões.

A Bioware também quer criar um sistema de criação de itens mais robusto, em que cada item criado pode ajudar na criação de algo maior.

“A criação de itens vai além de ‘Ah, eu fiz umas coisas’”, diz Laidlaw. “Criar itens em ‘Inquisition’ é customizar você mesmo, seu personagem, seu visual… Ao fim do jogo, se eu me foquei em criar itens em um nível suficiente, eu devo ser capaz de parecer com qualquer armadura que eu encontrei, mas ter os melhores números. Se posso usá-lo, posso criá-lo - eu posso deixá-lo incrível”.

Caso a visão de Laidlaw e sua equipe venha a se cumprir ou não, o público só ira descobrir o potencial de “Dragon Age: Inquisition” em 18 de novembro. O jogo estará disponível para Windows, PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360 e Xbox One.

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