Assassin's Creed Rogue

Luiz Hygino

do Gamehall

  • Divulgação

    O caçador Shay promete encerrar a "Saga Kenway" de "Assassin's Creed"

Uma figura encapuzada, com espada na bainha, espingarda nas costas e lâminas retráteis nos pulsos. As primeiras imagens de "Assassin's Creed Rogue" parecem mostrar apenas mais um assassino da série, mas logo revelam a maior surpresa do jogo da Ubisoft, e uma das maiores reviravoltas da franquia: o protagonista de "Rogue" é um templário.

Criado por uma família de Assassinos, assim como tantos outros personagens da série, Shay Cormac é arremessado em um mundo que há centenas de anos é palco da silenciosa guerra entre o clã de sua família e os Templários. Como tantos outros personagens, Shay é instruído, treinado e aceito como um membro da antiga ordem. Até que, em certo ponto de sua vida, passa a questionar suas atitudes e as ações dos Assassinos.

"Shay começa o jogo como um jovem teimoso. Ele não leva seu papel de Assassino a sério, não porque não acredita na causa, mas por ser jovem e por não ter sabedoria, ainda", explicou o designer de narrativa do jogo, Richard Farrese, em entrevista a revista Game Informer.

"Na verdade, você começa jogando muitas missões como Assassino. Vai ver Shay crescendo como Assassino, até o ponto em que ele diz 'Isso é errado e eu preciso fazer algo a respeito'", completou Farrese.

Seja qual for o estopim para a renúncia, ele não apenas faz com que Shay abandone a Ordem, mas com que abrace a causa templária e se torne um caçador de Assassinos, uma posição raríssima em sua nova Irmandade.

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Cara e coroa

Não acidentalmente, o enredo de "Assassin's Creed Rogue" faz com que a Ubisoft possa entregar algo novo (o controle de um Templário) sem ter que se preocupar em mudar a mecânica consagrada. As pequenas adições fazem de Shay apenas um "assassino diferente". "Rogue" continuará sendo um "Assassin's Creed", e não um inédito "Templar's Creed".

O protagonista se moverá pelos cenários do jogo praticando o mesmo parkour tradicional da série, e deverá aniquilar seus adversários de formas parecidas, utilizando as mesmas armas dos games anteriores. As zonas de controle também voltam: você busca prosperidade financeira para controlar as comunidades.

O que pode ser definido como preguiça da produtora, por alguns, é um dos argumentos mais fortes de "Assassin's Creed Rogue": templários e assassinos são dois lados de uma mesma moeda, agindo de forma mais parecida que gostariam. A única coisa que muda é o ponto de vista.

Missões clássicas da série, como contratos de assassinato, também terão perspectivas diferentes no jogo. Tradicionalmente entregues aos assassinos através de pombos-correios, algumas mensagens serão interceptadas pela Ordem Templária, e caberá a Shay evitar os assassinatos, e, por vezes, dar fim aos assassinos designados às missões.

Ponto final para um novo começo

Enquanto "Assassin's Creed Unity" promete construir as bases para uma nova linha narrativa na série, "Assassin's Creed Rogue" deverá fechar o ciclo da chamada "Saga Kenway". O novo game acontecerá entre os anos de 1752 e 1761, durante os conflitos americanos da "Guerra dos Sete Anos".

Shay Cormac é parceiro de Haytham Kenway na causa templária. Haytham é filho de Edward Kenway ("Black Flag") e pai de Connor Kenway ("AC III").

Assassin's Creed Rogue
Assassin's Creed Rogue

"O legal é que teremos algo que juntará todas as histórias. Há algo em 'Rogue' que liga perfeitamente, em ordem cronológica, 'AC IV', 'AC III' e 'Unity'", disse Jean Guesdon, gerente de conteúdo de Assassin's Creed, à Game Informer. "Mas se dissermos qualquer coisa sobre isso, corremos o risco de estragar a história de dois jogos".

Caça e caçador

Ao renunciar a posição de assassino e assumir o papel de caçador, Shay passa também a ser perseguido pelos antigos irmãos. A promessa da Ubisoft é que, em todos os momentos do jogo, o jogador possa ser surpreendido por um ataque furtivo de um inimigo encapuzado.

"Por conta dessa nova característica, foi preciso aumentar sinais e 'feedback' do ambiente para o jogador, para evitar frustração causada por mortes abruptas durante todo o jogo", explicou Ivan Balabanov, produtor da Ubisoft Sofia.

Os sinais virão, na maioria das vezes, através do farfalhar das árvores ou de sussurros, além da sempre presente "Eagle Vision" do jogo.

Navegar é preciso

Assim como em "Black Flag", a mecânica de jogo naval terá papel fundamental em "Rogue". O navio de Shay Cormac, o Morrigan, navegará não só pelos mares do Atlântico Norte, mas também por rios de Canadá e Estados Unidos, passando pela província de Terra Nova e Labrador e pela ainda jovem Nova York.

A diferença de clima em relação a "Black Flag", no entanto, influencia o game: Os mares gelados de "Rogue" estarão frequentemente repletos de icebergs, que representarão uma ameaça constante ao navio, mas também poderão ser usados como elemento estratégico (como escudo, por exemplo), durante os combates navais.

No entanto, os mergulhos de "Black Flag" estarão fora de "Rogue". E nem poderia ser diferente. "Não seria realista ter missões de mergulho, então substituímos elas por exploração à pé", explicou Karl van der Luhe, produtor da Ubisoft Cingapura. "Quando você mergulhar, no jogo, começará a perceber a tela congelando e a barra de vida diminuindo. Nada de mergulhos casuais, como no Caribe".

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Templário ostentação

Entre algumas das vantagens em defender a causa templária, Shay tem à sua disposição, rios de recursos e as mais avançadas armas e equipamentos que o dinheiro pode comprar. Embora alguns itens possam parecer avançados demais para o período, a Ubisoft garante que tudo é historicamente preciso, e que todos os equipamentos existiam em algum lugar do mundo,ainda que em fase de protótipo.

Um dos exemplos é a carabina de ar, capaz de atirar os mais diversos tipos de itens e projéteis, além de funcionar, usando apenas ar, para distrair inimigos e causar confusão.

O navio de Shay, o Morrigan, é outro bom exemplo do "patrocínio". Embora pequena, a embarcação quase sempre terá vantagem tecnológica em relação a naves inimigas, com dispositivos como canhões frontais, metralhadoras e armas de óleo e fogo.

Templar's Creed

Durante tanto tempo apresentando fatos e eventos da história humana da perspectiva de um determinado grupo, a Ubisoft parece muito empolgada em explorar um novo terreno com "Assassin's Creed Rogue".

"Há anos imaginamos um 'Templar's Creed'. E sempre dissemos que essa história não é claramente preta ou branca, mas cheia de tons de cinza. Sempre foi nossa intenção mostrar que os Templários não são necessariamente seres maléficos ou sádicos", esclareceu Jean Guesdon.

"Shay faz as coisas que faz pelas razões corretas, ou pelo menos acredita nisso. O julgamento de certo e errado ficará a cargo do jogador", finalizou Richard Farrese.

Previsto para 11 de novembro, "Assassin's Creed Rogue" é exclusivo para PlayStation 3 e Xbox 360.

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