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Vinte anos depois, Master System e Mega Drive vendem 150 mil unidades por ano no Brasil

Théo Azevedo

Do UOL, em São Paulo

30/07/2012 16h40

Qual é o videogame mais vendido no Brasil: Xbox 360? PlayStation 3? Quem sabe o PlayStation 2? Nada disso. Mesmo com mais de duas décadas de idade, o Master System, da Sega, ainda é campeão de popularidade por estas bandas. Entre Master System e Mega Drive são vendidas cerca de 150 mil unidades todos os anos.

Os méritos de uma vida tão longa em grande parte são da Tectoy, não por acaso a mais antiga parceira da Sega fora do Brasil. Desde setembro de 1989, quando o Master System chegou ao Brasil, e desde novembro de 1990, data da chegada do Mega Drive, foram mais de 45 “relançamentos” dos consoles. Das mais variadas formas possíveis.

MASTER SYSTEM E MEGA DRIVE NO BRASIL

• 150 mil unidades vendidas por ano entre os dois consoles
• Base instalada: 5 milhões de Master System; 3 milhões de Mega Drive
• 60 milhões de jogos vendidos, entre cartuchos e inclusos na memória
• 45 relançamentos, incluindo versões portáteis

Atualmente estão à venda no país uma versão portátil do Master System, por R$ 69, e outra com o console e 132 jogos na memória por R$ 169. Já o Mega Drive, também em versão portátil e com 20 jogos na memória, custa R$ 149. “Nenhum videogame vende mais no Brasil”, crava Stefano Arnhold, presidente do conselho da Tectoy.

Sim, os slots para cartuchos já se foram há muito tempo, mas ainda assim a Tectoy segue pagando à Sega e às third parties, como Namco e Taito, os royalties pelos jogos inclusos na memória. “Os executivos que acompanharam a trajetória de sucesso da Sega no Brasil, em sua maioria, já estão em posições honorárias”, conta Arnhold. “Os mais novos ouvem essa história e ficam impressionados”, completa.

O segredo do sucesso

Mas, afinal, será que apenas o preço acessível é suficiente para explicar o sucesso dos velhos consoles da Sega no Brasil? Para Arnhold a justificativa vai além: “Os pais que decidem a compra do primeiro videogame do filho têm uma ligação emocional muito forte com a marca. Master System e Mega são escolhas naturais”.

Se antigamente a diferença entre 8 e 16 bits era enorme – quem viveu aqueles tempos sabe -, hoje tal abismo não é mais percebido pelo consumidor. Logo, um Master System com 132 games na memória à venda por R$ 179 soa como uma alternativa barata e de vida longa para o pai que quer introduzir seu filho no mundo dos videogames.

“Hoje a faixa etária de quem ganha o primeiro videogame diminuiu muito”, explica Arnhold. “Não faz sentido dar um PlayStation 3 ou um Xbox 360 para uma criança de cinco anos”, diz o executivo.

Para concluir, Arnhold descartou a possibilidade de relançar algum outro antigo console da Sega, como o Saturn ou mesmo o saudoso Dreamcast: “Os custos com a engenharia reversa seriam muito altos. Não compensa”.

Em suma, tanto o Master System quanto o Mega Drive ainda terão uma longa vida no mercado brasileiro.
 

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