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Com revolução nos controles, "Sonic: Lost World" é boa surpresa no Wii U

André Forte

Do Gamehall, em Los Angeles

14/06/2013 10h22

A Sega parece ter acertado de vez a mão nos jogos de seu mascote. Após um longo período de jogos medíocres, o popular ouriço nascido no Mega Drive voltou a chamar a atenção com os bons episódios de "Sonic 4" e no ótimo “Sonic Generations”.

Com “Sonic: Lost World”, jogo para Wii U que também terá versão para 3DS, a produtora nipônica surpreende os fãs do herói com um jogo completamente diferente, mas muito divertido.

“Sonic: Lost World” pode ser descrito como um “Sonic Generations” do Wii U, só que com fases originais e um quê de “Mario Galaxy” ou, para os mais saudosistas, o nunca lançado “Sonic X-Treme” de Sega Saturn.

A inspiração no jogo espacial do bigodudo da Nintendo (aliás, inspiração admitida pelo próprio pessoal da Sega no estande da E3) vem principalmente das fases cilíndricas e circulares, que permitem ao Sonic girar pelos cenários. Curiosamente, há também outra peculiaridade em “Lost World”: as fases são compostas por mundos menores, o que deixa a exploração ainda mais dinâmica.

Além dessas fases circulares, “Sonic: Lost World” também aproveita a fórmula já usada em “Generations”, oferecendo fases em 3D, cuja visão é em terceira pessoa e também em 2,5D, com ação lateral com plataformas.

Dirigindo o Sonic

Em seus mais de 20 anos de vida, Sonic sempre foi controlado da mesma forma: bastava pressionar o direcional para frente para o herói sair em disparada. Claro, ao longo dos anos ele ganhou movimentos novos, como o Spin Dash e o Homing Attack, mas nunca a Sega mexeu na forma de se fazer isso.

Em “Lost World”, o jogador terá de reaprender a controlar o ouriço e esquecer tudo isso. Agora, para correr, é necessário segurar o gatilho direito do controle. Enquanto você segurar o botão, Sonic seguirá correndo e acelerando - daí basta soltar para que ele diminua a velocidade. O bom e velho pulo continua intacto, no botão B, mas o Spin Dash também foi realocado para os botões de ombro.

O que mais chamou a atenção, porém, foi ver a agilidade do personagem no sistema de parkour. Diferente do que acontecia antes, Sonic não vai mais parar repentinamente quando avistar um muro, mas escalá-lo de forma automática. O que antes exigia um pulo preciso agora pode ser feito de forma prática em alta velocidade.

É possível também pular de uma parede para a outra. Da mesma forma, o ouriço também não precisará se preocupar em saltar sobre os inimigos, já que os ataques serão feitos automaticamente.

Engana-se, porém, quem pensa que isso deixou o jogo mais fácil. Os cenários foram bem trabalhados para desafiá-lo constantemente com diferentes inimigos e plataformas por todos os cantos.

CORRA COM SONIC NO Wii U EM "LOST WORLD"

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Mundo colorido

No Wii U, “Sonic: Lost World” mostrou o potencial do aparelho para fazer gráficos de qualidade. Os cenários têm cores vibrantes e detalhes que saltam aos olhos, mesmo em alta velocidade. Os serrilhados também foram bem suavizados e as texturas estão detalhadas.

O design das fases da demonstração não fugiu muito do que já vimos nos mundos do Sonic, com florestas cheias de verde, rochedos e paredes laranjas quadriculadas -  além daquele bonito céu azul de brigadeiro, marca registrada dos games da Sega. Fora dessa ‘pegada’ há um mundo feito de doces muito bacana, em que ele corre entre biscoitos recheados e outras guloseimas.

Por tudo o que foi mostrado, “Lost World” aparece como uma grata surpresa para Wii U, não tanto por ser mais um bom jogo do Sonic, algo que deveria ser uma constante e não algo raro de acontecer, mas por ser uma das melhores novidades para um console que, ao menos nessa última E3, se mostrou carente de bons títulos de outras produtoras além da própria Nintendo.

E pode se dizer que o videogame também ganhou um presentão da Sega com essa exclusividade, já que o jogo mal justifica o uso do GamePad (na demonstração, apenas um golpe herdado de "Sonic Colors" usava a tela de toque para ‘desenhar’ o rastro do ataque), o que, convenhamos, não seria um empecilho para convertê-lo para outras plataformas.