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Do Phantom System ao PolyStation, relembre os "clones" do Nintendinho

Théo Azevedo

Do UOL, em São Paulo

16/05/2014 18h18

O NES (Nintendo Entertainment System), ou simplesmente “Nintendinho”, teve papel fundamental na indústria dos videogames. O console de 8-bits da Big N foi o pontapé inicial na recuperação da indústria de de videogames após o 'crash' de 1984, uma grande recessão do setor que durou até 1985.

NES no Brasil

  • Tamanho sucesso dos clones do Nintendinho em terras nacionais ofuscou a chegada oficial do próprio console. Mas, sim, o videogame de 8 bits da Nintendo foi lançado no Brasil em setembro de 1994, fruto de uma parceria entre Big N e Gradiente, na forma da Playtronic. Na época o NES custava meros R$ 140 e cada jogo saía por R$ 45.

No Brasil o NES trilhou uma trajetória bastante particular: por conta da Reserva de Mercado, que vigorava na década de 80, não havia videogames importados no Brasil. Neste cenário, enquanto a Sega firmou parceria histórica com a Tectoy, a Nintendo não se importou com uma profusão de clones (ou “famiclones”, fazendo um trocadilho com o nome japonês do console) do NES.

Empresas brasileiras, como Gradiente, Dynavision e CCE, simplesmente criaram e fabricaram consoles compatíveis com o NES, além de cartuchos e acessórios. Daí surgiram Top Game, Phantom System, Dynavision e vários outros videogames que marcariam a infância de muita gente.

Relembre os mais populares “clones” do NES no Brasil:

DYNAVISION

Fabricante: Dynacom

Fabricado a partir de 1989, o Dynavision foi o pioneiro na arte de “clonar” o NES no Brasil – e, justiça seja feita, ajudou a popularizar o Nintendinho por estas bandas. O controle tinha uma manopla, como no Atari, e o botão Select ficava no console. Nos anos seguintes, o Dynavision receberia inúmeras versões aperfeiçoadas, além de acessórios como óculos 3D.

HANDYVISION

Fabricante: Dynacom

Feito pela Dynacom, tal qual o Dynavision, o Handyvision era “quase” portátil, já que ainda era necessário ter uma TV para jogar. O console tinha botão Eject, para “expulsar” as fitas e funcionava com quatro pilhas AA, transmitindo som a imagem para a televisão através de uma antena. Mesmo com essa proposta original, o Handyvision não emplacou.

BITSYSTEM

Fabricante: Dismac

Com suporte apenas para cartuchos de 72 pinos, o padrão americano, era preciso ter um adaptador para rodar jogos japoneses no BiT System, cujo formato lembrava muito o do NES. Aliás, a entrada de controles era igual à do Nintendinho e o BiT System também tinha uma pistola para jogos de tiro.

PHANTOM SYSTEM

Fabricante: Gradiente

Provavelmente o mais popular clone do NES no Brasil – ao menos na década de 90. Ironicamente, a Gradiente se tornaria parceria da Nintendo, através da Playtronic, uma joint venture com a Estrela, que depois deixou o negócio. O controle lembrava o do Mega Drive e a “carcaça” era semelhante à do Atari 7800: a Gradiente queria “clonar” este console também, mas desistiu de última hora e reaproveitou as peças.

TOP GAME

Fabricante: CCE

O Top Game foi a empreitada da CCE nos clones do NES e, dentre suas “inovações”, constavam entradas para os dois padrões de cartuchos, de 60 e 72 pinos. Além disso, o joystick possuía um D-pad, mais preciso que os direcionais em forma de círculo na época.

TURBO GAME

Fabricante: CCE

O Turbo Game nada mais foi do que uma evolução do Top Game, mas merece menção especial por conta de dois elementos: o curioso formato do joystick, que lembrava o controle do Mega Drive, mas de cabeça para baixo, e a função Turbo, que fez a alegria de muitos “apelões” nos jogos de luta da época.

SUPER CHARGER

Fabricante: Milmar

O Hi-Top Game, da Milmar, não figurou entre os mais populares clones do NES, mas mesmo assim teve três versões ao longo dos anos. O botão Select, curiosamente, ficava no console.

SUPER CHARGER

Fabricante: IBTC

O Super Charger tinha um design muito parecido com o do Famicom e era outro clone que oferecia um botão Eject para ajudar na retirada dos cartuchos.

72 ou 60 pinos?

  • Quem viveu a febre do NES e seus clones no Brasil provavelmente se lembra de um aspecto fundamental: cartuchos de 60 ou 72 pinos. O padrão americano, com 72 pinos, com fitas maiores, foi o mais popular no Brasil, enquanto o padrão japonês do Famicon, com 60 pinos, tinha cartuchos mais compactos. Havia clones do Nintendinho com suporte para ambos os formatos, além de adaptadores para o padrão de 60 pinos.

GENIECOM

Fabricante: GenieCom

O GameGenie não foi lá um grande sucesso, mas está no rol dos principais clones do NES pela seguinte particularidade: o console trazia um GameGenie embutido, acessório que servia para trapacear nos games.

PROSYSTEM-8

Fabricante: Chips do Brasil

Se o ProSystem-8 teve um predicado, foi copiar o design do Super Famicon. Isso mesmo: a versão japonesa do Super Nintendo. Já o controle, além da função Turbo, possuía também a de “slow motion”.

POLYSTATION

Fabricante: Desconhecido

O PolyStation é um capítulo mais recente da clonagem do NES no Brasil: tudo o que se sabe sobre a procedência do aparelho é que este é importado da China através do Paraguai. O PolyStation já recebeu diferentes versões, continua à venda e já “trollou” muitos jovens cujos pais compram o aparelho crente que estavam levando para casa o tal do PlayStation. Se ficou curioso leia o teste que UOL Jogos fez do aparelho.

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