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Games não levam à violência, diz estudo da Universidade de Oxford

Do UOL, em São Paulo

02/04/2015 15h17

Não há associação entre jogar games violentos e praticar agressões reais e violência física, apontou um novo estudo realizado pela universidade de Oxford.

A pesquisa examinou os efeitos de diferentes tipos de jogos e o tempo passado jogando no comportamento social e acadêmico de crianças. Segundo o estudo, é possível associar o tempo gasto com games com problemas de comportamento e que isso é mais significante do que o tipo de game jogado.

Crianças que jogam mais de 3 horas de videogame por dia são mais propensas a hiperatividade, se envolver em brigas e perder o interesse pela sala de aula, diz a pesquisa.

O estudo da universidade de Oxford também verificou que jogar videogame em pequenas doses - menos de uma hora por dia - pode ser benéfico para o comportamento das crianças.

A pesquisa da universidade Oxford foi publicada no jornal acadêmico "Psychology of Popular Media Culture" (Psicologia da Cultura de Mídia Popular, em português).

Segundo o Dr. Andy Przybylski, líder do estudo, "podemos associar alguns tipos de jogos com o comportamento das crianças, assim como o tempo gasto com jogos".

"Porém, não dá para dizer que tal jogo leva a um bom ou mau comportamento", explica. "Os riscos ligados ao ato de jogar são pequenos. Outros fatores na vida da criança vão influenciar mais seu comportamento. Essa pesquisa sugere que jogar games eletrônicos é um fator menor, mas estatisticamente significante no progresso acadêmico e no seu bem estar emocional".

  • Divulgação

    O estudo da universidade Oxford não encontrou relação entre jogos violentos, como "Bloodborne", e a violência física praticada no mundo real

Com alunos e professores

Feita em uma pequena escola no sudoeste da Inglaterra, a pesquisa não contou apenas com dados coletados com os jovens jogadores, mas contou também com o acompanhamento e observações de professores sobre um grupo de 200 alunos, com 12 e 13 anos de idade.

Os professores informaram aos pesquisadores sobre o comportamento dos alunos, seu progresso acadêmico e quando eles se envolveram em brigas. Os alunos estudados foram numerados para ter suas identidades preservadas.

Esses dados foram comparados com questionários respondidos pelos jovens, com perguntas sobre quanto tempo jogam por dia e quais tipos de games preferem. As escolhas incluíam: jogo solo, jogos offline competitivos, jogos online cooperativos e jogos online competitivos, combate e violência, puzzles, estratégia e jogos de esporte ou corrida.

O estudo conclui que os pais devem prestar atenção em quanto tempo os filhos passam jogando videogame, mesma recomendação feita recentemente pela Academia Americana de Pediatria.

"Os resultados [do estudo] destacam que jogar videogames é só uma forma de brincar para as crianças engajadas na idade digital, com os benefícios vindos do ato de jogar sendo o fator significante mais do que o jogo em si", concluiu Allison Mishkin, co-autora da pesquisa.

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