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Fãs chegam a gastar R$ 4 mil para tatuar paixão por games na pele

Pedro Henrique Lutti Lippe

Do UOL, em São Paulo

07/04/2015 10h45

Para quem não está disposto a passar por longos e caros tratamentos ou a usar produtos experimentais, tatuagens são permanentes. E hoje, com a cultura de games tornando-se cada vez mais aceita pelo público geral, mais e mais pessoas estão se mostrando confortáveis com a ideia de exibirem seu amor pelo hobby na pele para o resto da vida.

A tese é de Murilo Santos, 33, tatuador que faz seus rabiscos em três diferentes estúdios de São Paulo. "As pessoas estão cada vez mais aceitando os games como uma forma válida de entretenimento e a tatuagem como uma forma válida de expressão", explica.

"Já era comum ver tattoos com referências a músicas, livros e filmes, e agora games também estão entrando para essa lista". Jogador das antigas, Murilo garante que não passa um mês sem tatuar um Space Invader em alguém.

  • Marcos Tenório resolveu demonstrar seu amor por "Final Fantasy VII" no peito

O tatuador revela que os fãs de jogos costumam colocar mais importância em suas tatuagens do que é normal. "Muitas vezes as pessoas só querem desenhar algo bonito, enquanto a maioria dos gamers que já tatuei costuma associar suas marcas com memórias da infância ou com algum símbolo ou personagem com os quais eles se identificam muito", conta.

É o caso de Marcos Tenório, 29, que tatuou o símbolo do Fenrir de "Final Fantasy VII" no peito. "Tanta gente tatua carpa, tribal, dragão, maori. Eu preferi tatuar algo que realmente agregou muita coisa na minha vida", diz.

"Minha tatuagem me faz não esquecer de quem eu fui quando era mais novo. Jogar 'Final Fantasy' me fez viajar em um mundo de fantasias, ler mais livros, entender inglês ainda muito novo e me fez conhecer pessoas que compartilhavam o mesmo gosto", explica.

Bruno Lima também usa suas tatuagens como recordações da infância. "Quando nasci, meu pai vendia videogames e jogos. Games sempre fizeram parte da minha vida. Minhas tatuagens remetem ao tempo que passei jogando com meu pai - cada fase passada, cada jogo zerado", relembra, com visível orgulho.

Orgulho

"Independentemente do tema ou do tipo do traço, o importante para o tatuado é não ter vergonha de expor suas ideias para todo mundo", afirma Murilo.

Com a Master Sword e o Hylian Shield de "The Legend of Zelda" registrados na pele, Daniel Bonesso já foi criticado por suas tatuagens. "Muitas pessoas já desdenharam, mas eu costumo ignorar".

"Mas o game era algo que já tinha marcado minha vida, então nada mais justo do que marcar minha pele também", diz. "As pessoas já têm preconceito com tatuagens em geral, com jogos então o problema é ainda maior. Mas a tatuagem é uma escolha pessoal. Não tenho vergonha da minha, pois ela representa meu orgulho nerd".

Até mesmo Paulo Everton, 28, que diz já ter gasto mais de R$ 4 mil em suas tatuagens, admite que algumas pessoas têm dificuldade em entender o que os rabiscos significam. "Mas quando me perguntam sobre minhas marcas, eu apresento histórias da minha vida. A Triforce [de 'Zelda'], por exemplo, representa força, coragem e sabedoria", explica. "Quando revelo esses significados, as pessoas já ficam envolvidas pela história e não rola mais o desdém".

E você? Também tem uma tatuagem gamer? Mande uma foto do rabisco e conte sua história para nós através do WhatsApp do UOL Jogos:

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