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Guerra moderna, espacial e eSport: O que esperar do novo "Call of Duty"

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Em 2016, "Call of Duty" retorna para o estúdio responsável por "Modern Warfare" Imagem: Reprodução

Pablo Raphael

Do UOL, em São Paulo

19/02/2016 16h05

Entra ano e sai ano, de uma coisa  os fãs dos games podem ter certeza: Sempre haverá um novo "Call of Duty". Em 2016 não será diferente e já se sabe que a Infinity Ward, produtora responsável por alguns dos maiores sucessos da série, é quem está desenvolvendo a nova edição. A pergunta que fica é: O que esperar do próximo "Call of Duty"?

A Infinity Ward foi a produtora que criou a série em 2003 e também foi a responsável por levar "Call of Duty" da Segunda Guerra Mundial para os conflitos atuais, quando lançou o clássico "Call of Duty 4: Modern Warfare" em 2007. O último jogo do estúdio foi "Ghosts", considerado por muitos fãs uma edição abaixo da média da franquia.

"Ghosts" saiu em 2013, em um período bastante turbulento para a Infinity Ward: Os fundadores do estúdio e vários integrantes do time haviam saído em 2010 para fundar a Respawn Entertainment, produtora de "Titanfall". A fórmula de "Modern Warfare" parecia esgotada e os "Call of Duty: Black Ops" da Treyarch faziam muito mais sucesso entre os fãs, com suas tramas políticas, personagens reais e o sempre divertido modo zumbi.

Tanto que os últimos "Call of Duty" vieram da Treyarch e da Sledgehammer (que estreou em "Modern Warfare 3", colaborando com a Infinity Ward). "Advanced Warfare" quanto "Black Ops III" deram saltos consideráveis em direção ao futuro, trazendo ambientações com toques ciberpunk ao tradicional tiroteio militar, além de mudanças nas mecânicas de jogo.

Divulgação
A boa recepção de "Black Ops III" - que trouxe "heróis" para as partidas multiplayer - pode ser vista nas vendas do passe de temporada do jogo, que foi o mais vendido de toda a franquia. O ritmo acelerado das partidas, estabelecido em "Advanced Warfare", ganhou ainda mais força com os diferentes personagens e seus poderes especiais, que deram um novo sabor ao consagrado tiroteio de "Call of Duty". Imagem: Divulgação

O formato agradou o público e deve ser mantido no próximo "Call of Duty". Vale notar, o multiplayer de "Black Ops III" é bastante adequado para o cenário competitivo profissional e recentemente, a publisher da série, Activision, adquiriu uma das principais organizações de eSport, a Major League Gaming. Ou seja, não faltam motivos para concentrar ainda mais esforços no multiplayer competitivo.

É possível até que a modalidade competitiva seja distribuída separadamente: Agora em fevereiro, a Activision liberou o modo competitivo de "Black Ops III" para compra avulsa no Steam. Por R$ 30, você pode baixar essa parte do game e sair jogando. E se isso for um teste de receptividade para uma investida maior com o próximo "Call of Duty"?

Ambientação espacial?

Mesmo com os esforços concentrados no modo multiplayer competitivo, a Infinity Ward é conhecida pelas aventuras cinematográficas de seus "Call of Duty", seja pela reprodução emocionante da Segunda Guerra Mundial nos primeiros jogos ou pela ação empolgante dos "Modern Warfare". Personagens como Soap e Price contam com uma legião de fãs que sonham com seu retorno.

Será que a Infinity Ward pode esquecer "Ghosts" e trazer o univero de "Modern Warfare" de volta? Uma mensagem da produtora no Twitter parece ter uma pista disso: "Happy new year!! 2016 is going to be incredible. Let's do this" ("Feliz ano novo! 2016 será incrível! Vamos fazer isso!", em português), diz o tuíte publicado no dia 1º de janeiro. Seria só uma inocente mensagem de ano novo, se não fosse pelo "Let's do this". A frase é a mesma que é dita no começo de todas as partidas multiplayer de "Modern Warfare".

Reprodução
O tuíte seguinte, porém, parece sugerir uma volta ao espaço sideral, cenário visitado rapidamente em "Call of Duty: Ghosts". Nele, um astronauta deseja feliz ano novo para os seguidores da Infinity Ward na rede social. Pode ser só uma referência ao último "CoD" do estúdio, mas também pode ser uma dica de que teremos mais missões orbitais no novo game. Imagem: Reprodução

Aventuras espaciais estão na mira da Infinity Ward faz tempo: Em 2013, Mark Rubin, que na época era o principal designer da produtora, disse que considerava o espaço a fronteira final para "Call of Duty". "Eu não descartaria essa ideia. Acho que seria legal ter uma batalha em Jupíter".

O sonho espacial pode ser visto em "Titanfall", jogo da Respawn Entertainment (formada por ex-membros da Infinity Ward, inclusive pelos criadores de "Call of Duty"): O game se passa num futuro distante, onde um exército humano luta contra forças rebeldes em colônias interplanetárias.

Divulgação
"Titanfall" combina armas de fogo realistas com movimentação super-acelerada, arenas verticais e o uso de robôs gigantes - único elemento que ainda não apareceu em "Call of Duty". Imagem: Divulgação
 A influência de "Titanfall" sobre os "Call of Duty" recentes é grande e deve se estender ao próximo jogo da Infinity Ward, descrito no último relatório financeiro da Activision como "inovador" - ou seja, pode nem ser uma sequência de "Ghosts" ou "Modern Warfare", mas algo totalmente novo para a série.

Os primeiros detalhes do game devem ser revelados entre o final de abril e o começo de maio e certamente podemos esperar por um trailer caprichado na conferência de PlayStation na E3 deste ano - a franquia possui uma parceria com a Sony desde 2015, com "Black Ops III" recebendo os conteúdos adicionais antes do PC e do Xbox One. Nos jogos anteriores, a parceria era com a Microsoft.

Também é pouco provável que o próximo "Call of Duty" tenha versões para PlayStation 3 e Xbox 360. O game mais recente da série, "Black Ops III", teve uma adaptação fraca para os consoles antigos, apenas com o modo multiplayer e com gráficos piores do que os dos "Call of Duty" anteriores. Parece que já é hora de dar tchau para as plataformas veteranas e se concentrar nos videogames atuais.

Uma certeza é que o próximo "Call of Duty" sai na primeira quinzena de novembro, afinal foi assim nos 7 anos anteriores. As expectativas são elevadas, afinal é o primeiro jogo da Infinity Ward em 3 anos, um ciclo de desenvolvimento maior do que o dos outros games do estúdio norte-americano.

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