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No PlayStation VR, jogar "Resident Evil 7" é como estar em filme de terror

Théo Azevedo

Do UOL, em Los Angeles

14/06/2016 13h51

Em 13 de outubro, por US$ 400, o PlayStation VR chegará às lojas dos Estados Unidos – ainda não há previsão de lançamento no Brasil -, com a promessa de ao menos 50 jogos no acervo inicial. Dentre os principais estão “Resident Evil 7”, “Batman: Arkham VR” e um porção de “Final Fantasy XV”.

O UOL Jogos teve a chance de testar os três títulos durante um evento que aconteceu logo após a conferência da Sony, nesta segunda-feira (13), em Los Angeles.

De longe, “Resident Evil 7” é o que mais se destaca. Previsto para chegar em 24 de janeiro do ano que vem, o game da Capcom se passa em uma propriedade rural abandonada nos EUA e, ainda que envolto em mistério, parece marcar o retorno da franquia às raízes do gênero que ela mesma ajudou a consagrar, o “survival horror”.

Em forma de VR, o game é tão imersivo e assustador quanto parece. Era comum ouvir os gritos dos jornalistas que se assustavam ao testar a demonstração, que é semelhante àquela exibida na conferência da Sony.

É como participar de um filme de terror, com algumas vantagens estratégicas, como se inclinar nas quinas e dar uma espiadinha antes de explorar o cômodo seguinte.

Por outro lado, para aqueles de coração fraco, claramente será uma experiência masoquista – mas, afinal, é aí que está a graça do negócio.

“Batman” e “Final Fantasy” não animan no VR

Se “Resident Evil” empolgou no formato de Realidade Virtual, o mesmo não se pode dizer de “Batman: Arkham VR” e “Final Fantasy XV”.

No caso do Homem-Morcego, a demonstração, que utilizava dois controles PS Move como as mãos do herói, consistia em, parado no mesmo lugar, descer um elevador da Mansão Wayne até a Bat-Caverna, onde era possível vestir a armadura do Batman, atirar batarangues etc.

Divulgação
Ao contrário de "Resident", versão VR de "Batman: Arkhan Knight" não agradou Imagem: Divulgação

Certamente o jogo da Rocksteady não vai se resumir apenas a isso, mas não ficou claro exatamente qual o propósito da experiência.

Já “Final Fantasy XV” possibilitava travar algumas batalhas como Prompto, em primeira pessoa, além de passear de carro pelo mundo aberto do game.

Como em “Batman”, “FF XV” em VR deixa mais perguntas do que respostas: qual exatamente será o conteúdo oferecido para o PlayStation VR? Quando será lançado?

São questões a serem respondidas, quem sabe, ao longo da E3, mas no momento, dos três nomes de peso - “Resident Evil”, “Batman” e “FF” -, só o primeiro se salva.

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