Pokémon Go

Moro ou trabalho em um Ginásio de "Pokémon GO" - e agora?

Pedro Henrique Lutti Lippe

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Niantic

    De repente, o mundo virtual começa a ter um impacto real na vida de algumas pessoas

    De repente, o mundo virtual começa a ter um impacto real na vida de algumas pessoas

Da noite para o dia, um pequeno ícone no mapa virtual de um game de celular pode mudar rotinas no mundo real.

"Logo quando 'Pokémon GO' saiu, abri o aplicativo aqui no escritório e percebi que nosso prédio era um Ginásio", relata Diana Nunes, 26. "Desde então, não passa um minuto sem que pelo menos um jogador fique parado perto da recepção tentando capturá-lo".

Ginásios são os mais importantes pontos de referência que "Pokémon GO" crava em seu GPS interno. Nesses 'estabelecimentos' virtuais, jogadores lutam com monstrinhos capturados pela glória de seus times, valendo importantes pontos que podem ser trocados por itens raros.

"O jogo é bem razoável com o GPS: você não precisa estar exatamente em um ponto do mapa para interagir com ele. Basta estar por perto", explica Diana. "Então não é como se as pessoas estivessem entrando no prédio para jogar. Não é um incômodo: é apenas engraçado ver tanta gente jogando".

O prédio onde Diana trabalha é em uma grande avenida do Brooklin, em São Paulo. Perto dali, a partir de um outro conjunto empresarial que virou Ginásio, Pedro Mendoza, 27, fala em um tom parecido: "Talvez se fosse na minha casa, seria preocupante. Mas a maioria dos Ginásios fica em pontos que já são movimentados. Então não muda muito".

"Pokémon GO" invade até mesmo os cemitérios

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Nos EUA, um casal morador da região metropolitana de Detroit ameaçou processar as empresas por trás do game por supostamente estar sofrendo com invasores em sua propriedade. A informação foi divulgada pelo jornal local Detroit Free Press.

A casa de Scott e Jayme Dodich fica nas redondezas de um parque que abriga 8 PokéStops e um Ginásio - todos localizados dentro do perímetro da propriedade pública. Mesmo assim, eles acusaram jogadores de "Pokémon GO" de pisarem em seu jardim e bisbilhotarem o interior da casa pelas janelas.

Gevaldo de Souza, 32, jogador de "Pokémon GO" e morador de uma casa cujo muro grafitado é um Ginásio na Vila Madalena, em São Paulo, relata uma experiência bem diferente dos americanos.

"Morar dentro de um Ginásio é tão conveniente que comecei a jogar por causa disso", brinca. "Mas mesmo pensando como uma pessoa normal, não tenho como reclamar. Ninguém nunca precisou tentar entrar na minha casa por causa do jogo, e aumentou o movimento na rua, que era quieta até demais. Me sinto mais seguro com mais gente por perto".

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