Igual futebol: brasileiros tiram visto de atleta para jogar "CS:GO" nos EUA

Barbara Gutierrez

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/SK Gaming

    SK Gaming, equipe brasileira que atua no cenário internacional de "Counter-Strike: Global Offensive"

    SK Gaming, equipe brasileira que atua no cenário internacional de "Counter-Strike: Global Offensive"

O ano de 2016 foi marcante para o cenário competitivo de "Counter-Strike: Global Offensive" do Brasil: equipes como SK Gaming e a Immortals gg estão fazendo bonito nas maiores competições do popular jogo de tiro, tanto que Marcelo "Coldzera" David, da SK, foi eleito o pro player do ano pelo The Game Awards.

E se no nos últimos tempos alguns pro players tiveram o visto para os Estados Unidos negado, ficando impossibilitados de competir neste país, conforme UOL Jogos publicou em abril, a situação mudou: a SK Gaming e a Immortals gg, duas equipes majoritariamente compostas por jogadores brasileiros e sediadas nos EUA, conseguiram o visto americano de atleta.

Isso significa que eles possuem a mesma documentação que qualquer outro esportista profissional. "É a mesma coisa que um jogador de basquete, futebol ou beisebol. O processo foi simples", diz Ricardo Sinigaglia, manager do time da SK Gaming. 

"Como em qualquer caso de atletas, a organização entra como patrocinadora e é necessário provar que você é relevante na sua profissão com conquistas, rankings, entre outros."

Reprodução/HLTV
A Immortals gg é outra equipe composta por brasileiros que mora e treina nos EUA

No caso dos pro players da SK Gaming, o que não faltaram foram títulos. Desde os Majors como MLG Columbus e ESL One Cologne até os prêmios de Marcelo "coldzera" David e Gabriel "Fallen" Toledo como melhor jogador do ano e personalidade do ano.

Muitas vezes, organizações brasileiras não recebem visto por não conseguirem provar renda fixa ou vínculos empregatícios de seus pro players. O fato de que tanto a SK Gaming quanto a Immortals gg possuem bases norte-americanas para suas equipes de "CS:GO" - apesar da SK ser alemã - ajudam neste tipo de trâmite.

Enquanto a situação da regulamentação dos esportes eletrônicos no Brasil é conturbada e ainda se perde entre esportes da mente e jogos de azar, nos EUA a questão já está muito bem resolvida ao considerar eSport como esporte. Além disso, fatores externos também influenciam na dificuldade de obtenção deste tipo específico de documentação.

"Quando os brasileiros possuem problema para retirar visto, mesmo o de turista, é uma soma de fatores: economia fraca, poucos vínculos com o país e medo de imigração. Provavelmente as organizações brasileiras ainda não conseguem providenciar o necessário para um visto de trabalho de atleta nos EUA."

Ricardo finaliza sobre a situação dos brasileiros: "Nossos vistos nunca foram negados. Como salientei, é difícil negar com provas e um patrocinador. O processo demorou 20 dias e tanto a SK Gaming quanto a Immortals gg possuem o visto."

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