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A fabricante de bonecos fofinhos pioneira no mercado de games do Japão

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Bonecos da marca "Sylvanian Families", da japonesa Epoch Co. Imagem: Reprodução

Victor Ferreira

Do Gamehall, em São Paulo

17/02/2017 12h48

Nos anos 80 e 90, a fabricante de brinquedos japonesa Epoch Co. alcançou sucesso mundial com a linha de bonecos Sylvanian Families, também conhecida em certos lugares como Calico Critters.

Se você é como eu, o nome da linha pode não significar muito, mas certamente lembra destes coelhinhos (e ursinhos, e cãezinhos, e gatinhos, e...) antropomórficos que a sua irmã ou mãe ou prima tinham em alguma prateleira.

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Sem falar, claro, nas leitoras - e leitores, por que não? - que tinham alguns deles em sua coleção Imagem: Reprodução

É difícil imaginar, mas esta mesma empresa, responsável por estes bonequinhos tão bucólicos, foi pioneira no mercado de games no Japão.

Fundada em 1958 em Tóquio, a Epoch passou seus primeiros anos voltada para o mundo dos brinquedos, com destaque especial para jogos de tabuleiro inspirados por beisebol.

Com a ascensão dos fliperamas, durante o início dos anos 70, a empresa viu uma nova oportunidade de investimento nos jogos eletrônicos.

Por isso, em 1975, a Epoch lançou o TV Electrotennis, um clone de "Pong" que marcou história por ser o primeiro console no Japão - e chegou até a bater a Atari, que ainda não tinha lançado a versão doméstica oficial do jogo.

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Contemple: O primeiro videogame de mesa do Japão Imagem: Reprodução

Infelizmente para a empresa, o console não foi um sucesso de vendas, e este mercado só começou a crescer no Japão dois anos depois com o lançamento do Color TV-Game, criado por outra fabricante de brinquedos: a Nintendo.

Não que seja preciso dizer, mas esta outra empresa acabou encontrando sucesso bem maior no ramo.

Ainda assim, a Epoch continuou a criar diferentes plataformas de games. Em 81, ela lançou a primeira versão do Cassette Vision, que apesar do nome usava cartuchos para armazenar seus jogos, e tinha poder de processamento comparável ao Atari 2600.

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E um layout curioso de botões Imagem: Reprodução

Em 1984, a empresa tentou a sorte mais uma vez no mercado com o Super Cassette Vision, que ao contrário de seu predecessor ao menos tinha um joystick.

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Um dos competidores esquecidos do Famicom Imagem: Reprodução

Curiosamente, quebrando o estigma da época de que "videogame é coisa de menino", a Epoch criou uma versão do console voltada para o público feminino, o Super Lady Cassette Vision, que vinha em cor rosa e ainda trazia uma maleta para guardar o cabo de energia e os cartuchos.

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Honestamente, a maleta faz desta a melhor versão do console Imagem: Reprodução

Neste ponto, porém, o Famicom já havia dominado o mercado, com o Master System da Sega tomando quase toda a parcela restante. A Epoch até tentou explorar o mercado de portáteis com tela de cristal líquido, mas acabou abandonando o mercado de hardware para se dedicar a suas linhas de brinquedo populares.

Não que a Epoch esteja sofrendo, afinal a companhia existe até hoje e Sylvanian Families continua a ser relativamente popular (inclusive no Brasil), mas é interessante pensar que, sob diferentes circunstâncias, a Nintendo não seria a empresa de brinquedos que se tornou um dos maiores nomes no mundo dos videogames.

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