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Opinião: Scorpio está acima de tudo o que já foi visto no mercado de games

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Imagem: Divulgação

Guilherme Camargo*

20/04/2017 04h00

Não é de hoje que os atributos gráficos, performance e títulos exclusivos definem a escolha do consumidor por determinada marca no mundo dos games.

A cada nova geração de consoles lançada o placar de vendas é zerado. Para o consumidor, é a hora de revisar as prioridades gamers e avaliar qual será a nova marca do coração. Por mais difícil que seja trocar o apego ao controle, jogos, amigos, entre outros fatores, já vimos isso acontecer alguns anos atrás com o Xbox 360, que ganhou a preferência de consumidores ao redor do mundo, confrontando Nintendo e Sony, empresas muito mais experientes e gabaritadas no segmento.

A oitava geração de consoles completará três anos em breve e ainda existem muitas questões em aberto para a consolidação das promessas iniciais. Demorou para cair no gosto dos consumidores pois aparentemente as mudanças, jogos exclusivos e, principalmente, motivos reais para a compra imediata de um novo console não foram amor à primeira vista. Comprar um console no momento de seu lançamento exige paciência com a fabricante e publicadores pois a disponibilidade de títulos é sempre inferior ao que os gamers desejam. E essa é uma história que se repete.

A geração atual conquista seu público massivo aos poucos. A competição entre as empresas eleva o grau de complexidade do hardware na busca da melhor experiência e performance. Os gamers casuais foram colocados como secundários nessa nova geração, diferentemente do que ocorreu com a anterior, onde ampliou-se o leque de jogos para abraçar a família como um todo.

Porém, como o segmento mobile se consolidou para os casuais e a indústria de consoles voltou a focar nos jogadores mais hardcore como público primário, isso acirrou a velha competição por hardware poderosos, mais espaço de armazenamento, mais precisão e realismo, entre outras características. Já houve uma “atualização” no PlayStation e o Xbox dá a resposta com o Scorpio, que tecnicamente coloca a barra acima de tudo o que já foi visto nesse mercado.

Reprodução
Spencer apresentou o Project Scorpio ao mundo na E3 2016 Imagem: Reprodução

No lançamento do Xbox One, o Kinect ainda era parte da estratégia. Isso foi totalmente colocado de escanteio em menos de seis meses. Antes do lançamento de uma nova geração são investidos anos em pesquisa, desenvolvimento, mas somente quando o produto é lançado a indústria vê o impacto real do seu planejamento. Cada feedback de consumidores, varejistas ou imprensa faz os executivos e equipes de desenvolvimento voltarem aos laboratórios de pesquisas para a aperfeiçoar seus modelos.

É o que ocorre com a Formula 1: no primeiro grande prêmio fica aquela expectativa de como cada equipe virá, desenho do carro, aerodinâmica etc. No decorrer do campeonato até os motores são aperfeiçoados, e o que era segredo do rival torna-se público para que o diferencial competitivo seja copiado ou melhorado por outras equipes. No mundo acontece a mesma coisa e não há nenhum problema com isso: é parte da tecnologia e de como as pessoas respondem aos direcionamentos da indústria.

O real vencedor dessa batalha é o consumidor. E, claro, o mercado como um todo, pois estimular a competição faz surgir produtos melhores, preços mais competitivos e aumenta o buzz para as pessoas interessadas em entretenimento de qualidade. Se o segmento de consoles terá mais uma ou mais gerações, isso ainda não existe um consenso. O que podemos esperar é que existem muitas oportunidades a serem exploradas e estamos longe de um esgotamento criativo e tecnológico para o segmento de jogos digitais.

Veja como foi o anúncio do Scorpio na E3 2016

* Guilherme Camargo trabalhou por 13 anos na Microsoft e, dentre outras funções, liderou a divisão de Xbox no Brasil. Hoje é CEO da Sioux e professor da Pós Graduação da ESPM   

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