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Terror de "Outlast 2" faz sucesso no YouTube, mas será que o game é bom?

Pablo Raphael

Do UOL, em São Paulo

05/05/2017 04h00

É melhor jogar "Outlast 2" ou assistir?

Se você acompanha regularmente youtubers como PewDiePie, Markiplier ou mesmo os brasileiros BRKs Edu e Electronic Desire, então já viu suas sessões de "Outlast 2", cheias de gritos e sustos.

O game de terror faz sucesso entre os produtores de conteúdo no YouTube e diverte os fãs que curtem ver os ídolos tomando sustos e fazendo caretas. Os vídeos de 'gameplay' de "Outlast 2" somam milhares de visualizações nesses canais - ou milhões, no caso de PewDiePie.

Mas, será que jogar "Outlast 2" por conta própria é tão bom quanto assistir alguém 'sofrendo' com o game?

Não diria que "se divertir" é um termo apropriado para descrever a experiência de jogar "Outlast 2". É um jogo de horror e dentro das regras e limitações do gênero, o game tenta envolver o jogador em uma atmosfera sinistra e situações onde você não tem a menor chance de lutar contra os perigos que surgem pela frente. A fórmula funcionou muito bem no primeiro "Outlast", mas o segundo game parece querer abraçar mais do que é capaz.

VEJA 5 MINUTOS DE 'GAMEPLAY' DE "OUTLAST 2"

Horror psicológico vs. sustos baratos

Explico: em "Outlast 2", você é Blake Langermann, um cinegrafista preso em uma propriedade rural isolada no meio do Arizona, nos EUA, após um acidente de helicóptero. Sua esposa, Lynn, está desaparecida e coisas horripilantes estão acontecendo no local.

Você está equipado apenas com uma câmera e pode usar o modo de visão noturna para enxergar no escuro e o microfone para captar sons à distância. Quando se depara com os cultistas satânicos que controlam o lugar (ou com coisas piores) suas únicas opções são correr e se esconder. É possível se esconder embaixo de camas, dentro de armários e em muitos outros lugares.

Montagem/UOL
Game foi avaliado no Xbox One Imagem: Montagem/UOL
Mensagens escritas e conversas pegas de relance vão revelando a trama do jogo aos poucos e essa narrativa não-linear, acompanhada pela excelente trilha sonora ambiental e cenários bem construídos são o ponto alto do jogo.

Nota-se um esforço real em criar uma atmosfera de terror psicológico e, no meu caso, levei mais sustos com isso do que com criaturas diabólicas saltando na frente da tela.

A versão brasileira do jogo traz legendas, textos e menus em português, o que ajuda quem não é fluente em inglês a compreender melhor o que está acontecendo - a história evolui de forma intrigante, com o jogador explorando uma dimensão paralela ao mundo real e compreender todos os textos encontrados pelo caminho é essencial para se aprofundar na aventura.

Os típicos "jump scares", aqeles sustos baratos que fazem a fama de "Outlast" ainda estão lá, mas não combinam tanto com o terror psicológico, que aproxima o jogo da Red Barrels de clássicos como "Silent Hill". É ao tentar abraçar as duas coisas que "Outlast 2" exagera e perde o impacto.

Além disso, boa parte da fórmula de "Outlast 2" envolve tentativa e erro: você é atirado em situações sem nenhuma informação prévia nem indicação do que fazer e então, é atacado por inimigos implacáveis contra os quais não tem defesa. OK, é um jogo de terror! Mas, após morrer diversas vezes na mesma cena, a experiência pode se tornar bastante frustrante para o jogador.

Divulgação
Sua única arma para sobreviver ao culto satânico é uma câmera... cuidado para não ficar sem pilhas! Imagem: Divulgação

Não é para todos

A experiência frustrante de tentativa e erro e a impotência do jogador diante dos inimigos devem ser levadas em conta antes de investir em "Outlast 2".

Se você curte games de terror, é uma compra certa: "Outlast" já mostrou que tem tudo para disputar o trono do gênero, ainda mais com a lacuna deixada por "Silent Hill". Agora, se você é do tipo que desiste fácil ou se incomoda com a repetitividade de certas atividades, é melhor relaxar e curtir os sustos de "Outlast 2" na companhia do seu youtuber favorito.

"Outlast 2" está disponível para PC, PlayStation 4 e Xbox One.

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