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A EA não sabe o que fazer com "Star Wars" - e os fãs estão revoltados

Divulgação/Electronic Arts
Só os videogames não estão aproveitando a oportunidade de expandir o universo "Star Wars" Imagem: Divulgação/Electronic Arts

Pedro Henrique Lutti Lippe

Do UOL, em São Paulo

01/11/2017 04h00

Em 2013, a Electronic Arts firmou parceria com a Disney para produzir games de "Star Wars". Desde então, a empresa lançou um jogo da saga para celular, e está prestes a debutar o segundo shooter de uma linha inspirada por "Battlefield".

No último dia 17, a produtora cancelou o jogo de "Star Wars" mais promissor do qual tínhamos conhecimento e fechou o estúdio responsável pelo projeto. E provou que não sabe o que fazer com a licença para criar jogos de uma das maiores franquias do entretenimento.

Fãs do mundo todo estão recebendo de braços abertos livros, brinquedos, bonecos, quadrinhos e tudo quanto é tipo de produto de "Star Wars", impulsionados pelo hype dos novos filmes. Mas não videogames, pois a EA parece tão assustada com a possibilidade de errar, que prefere nem tentar.

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Foi-se o tempo da LucasArts, quando jogos de "Star Wars" existiam aos montes, dos mais tradicionais, como o excelente "Rogue Squadron", aos experimentais, como "Racer" e "Galactic Battlegrounds". Os games eram aproveitados para expandir o universo dos filmes, e não apenas recriá-los - vide, por exemplo, "Knights of the Old Republic" e "Bounty Hunter". Os acertos mais do que compensavam os tropeços.

Com seu incrível motor Frostbite, a EA consegue recriar o universo de "Star Wars" com atenção absurda aos detalhes - mas provavelmente nunca veremos essa tecnologia aplicada a nada além de shooters genéricos, que joguem o mais seguro possível.

Confira o trailer de "Star Wars Battlefront II"

Em pronunciamento sobre o abandono do "Star Wars" da Visceral (que seria dirigido por Amy Hennig, de "Uncharted"), Patrick Söderlund explicou que a EA resolveu mudar os rumos do projeto com base nas "tendências atuais da indústria". O problema: o jogo agora está planejado para lá de 2020, quando as "tendências atuais da indústria" já serão completamente diferentes. O medo provavelmente fará esse projeto ser cancelado completamente.

E outra: se um jogo com o pedigree da EA e a força de "Star Wars" não tem forças para criar as próprias tendências... qual tem?

A EA ainda terá a chance de fazer algo diferente com o "Star Wars" da Respawn Entertainment, que está sendo desenvolvido pelo time de "Titanfall 2". Mas, a essa altura, me parece mais provável que a produtora fique na retranca e só lance mais sequências para "Battlefront" até o acordo com a Disney expirar.

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