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Simples e divertido, "A Hat in Time" celebra games de aventura do passado

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Imagem: Reprodução

Rodrigo Lara

Do Gamehall

14/12/2017 11h55

Cenários repleto de colecionáveis, segredos e que podem ser explorados como o jogador (e sua criatividade) permitirem. Esta frase poderia sintetizar games de sucesso ao longo do tempo, indo de "Mario 64", passando por "Spyro The Dragon" e "Banjo-Kazooie" e chegando no recente "Mario Odyssey". Neste texto, entretanto, ela se refere a "A Hat in Time".

O nome pode não parecer familiar e, sim, há boas chances de você ter deixado ele passar em branco. A cria de Jonas Kærlev, que acumula as funções de diretor, designer, programador e roteirista do jogo - e também criador da produtora Gears for Breakfast, time que reúne colaboradores ao redor do mundo - foi financiada por uma campanha no Kickstarter, iniciada em maio de 2013. Após o sucesso no financiamento coletivo, o game sofreu atrasos, mas foi lançado no início de outubro para PCs. Dois meses depois, em 5 de dezembro, ele chegou para PS4. Dois dias depois, para Xbox One.

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Além desse lançamento pouco comum (três datas diferentes para cada uma das plataformas), o game não foi exatamente feliz na escolha da janela de estreia. Outubro já é um mês tradicionalmente povoado quando falamos de games de peso e, em neste ano, falar de game de aventura no período acabava remetendo diretamente a "Mario Odyssey", que aterrisou no Switch no final de outubro.

Então, caro leitor, se você se esqueceu ou, ainda, nunca ouviu falar de "A Hat in Time", não se sinta mal. Eu mesmo confesso que tinha esse game no radar. No fim, isso foi bom: só fez aumentar a surpresa que tive após passar algumas horas experimentando o game.

E ele é bom!

Montagem/UOL
Game testado no PlayStation 4 Imagem: Montagem/UOL

Uma grande homenagem ao passado

Como dito no início deste texto, "A Hat in Time" bebe da mesma fonte de sucessos dos games de plataforma 3D do passado e do presente. E ele começa já acertando em um dos pontos mais críticos de jogos do tipo: a câmera. Raramente você ficará perdido no controle da Hat Kid, nome dado à personagem sem nome - sim, a frase pode soar estranha, mas você vai entender quando jogar. Há, claro, momentos que ela vacila, em especial quando se anda por lugares apertados, mas na maioria do tempo a visão do jogador está onde ela deveria estar.

Movimentação e pulos funcionam bem e, conforme se avança, o jogador desbloqueia habilidades que permitem acessar novos lugares, realizar movimentos inéditos e sobreviver aos confrontos mais desafiadores. Boa parte dessas habilidades são resultantes de melhorias feitas no chapéu da personagem, que pode ganhar adereços ou, ainda, ser trocados.

O mesmo vale para a jogabilidade: aqui, o game joga seguro e não tenta reinventar a roda. Isso significa que não veremos soluções e ideias brilhantes, mas, por outro lado, o que existe funciona bem. E isso vale para movimentação e saltos, simples de serem feitos - algo essencial nesse tipo de jogo.

Da mesma forma, os combates são simples e guardam encontros mais complexos para a hora dos chefes de fase. Neste ponto, "A Hat in Time" entrega experiências variadas, seja criando confrontos com jogabilidade em 2D ou outros que exigem a realização de ações específicas.

Há também a expectativa que o game ganhe um modo cooperativo, tanto local (com tela dividida) e online. A função, entretanto, deverá chegar futuramente, por meio de atualizações do jogo.

O que tem para fazer?

A missão principal da Hat Kid é coletar 40 itens em forma de ampulheta (as chamadas "Time Pieces") e, com isso, resgatar a energia de sua nave espacial. Para tal, o jogador terá que explorar quatro cenários distintos, divididos em cinco capítulos do game que, por sua vez, contam com várias missões separadas, ou "atos".

Veja o trailer de "A Hat in Time"

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Mas por que você tem que encontrar essas Time Pieces? Simples: ao ser abordada por membros de uma organização chamada "Mafia" enquanto viajava, Hat Kid acabou tendo sua nave atacada e perdeu esses itens.
As primeiras Time Pieces são obtidas facilmente, já outras exigem uma dose de disposição do jogador. Algumas dessas fases acabam sendo visitadas mais de uma vez, já que novos poderes abrem a possibilidade de coletar novos itens.

A história gira em torno dessa missão e tem momentos divertidos, com diálogos insólitos e passagens memoráveis. Os inimigos em si são um tanto repetitivos, mas isso acaba não sendo algo que comprometa o jogo.

No final das contas, "A Hat in Time" vale a pena por resgatar a magia dos games mais antigos de plataforma em 3D. Acima de tudo, é um game bem executado e que merece ser experimentado.
 

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