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Macaco velho: lembre os diferentes jogos de Donkey Kong

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

14/05/2018 04h00

Mario é lembrado como mascote da Nintendo, mas foi Donkey Kong que elevou a empresa japonesa à posição de destaque na indústria dos games mantida até hoje. O gorila criado por Shigeru Miyamoto é o vilão do clássico Donkey Kong, lançado nos arcades em julho de 1981.

Mais de 36 anos depois, o macacão parou de sequestrar princesas, virou homem de família e passou a se dedicar a hobbies como corrida, lutas e até música. O UOL Jogos lembrou as 10 fases distintas da vida do patriarca da família Kong, que voltou aos holofotes recentemente com “Donkey Kong Country: Tropical Freeze”, lançado para o Nintendo Switch. Confira:

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Donkey Kong era vilão em seu primeiro jogo Imagem: Reprodução

Donkey Kong

No começo, Donkey Kong era um ser bruto responsável pelo sequestro de Pauline. Localizado no topo esquerdo da tela, ele arremessava barris e outros projéteis contra Jumpman, o herói controlado pelo jogador que partia em resgate da moça em apuros. O game tinha quatro telas com obstáculos que deviam ser escaladas pelo jogador até alcançar a plataforma ao lado de Kong, o objetivo final de cada estágio.

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De vilão, o macaco virou prisioneiro a ser resgatado Imagem: Reprodução

Donkey Kong Jr

Sequência de Donkey Kong, Donkey Kong Jr põe o jogador no controle do filho do gorila, já que o pai foi capturado por, ninguém mais ninguém menos, Mario! O game também foi lançado para arcades, só que em 1982. Nele, o jogador deve escalar diferentes cordas até chegar à gaiola em que Donkey Kong está preso. Assim como acontecia em seu antecessor, o jogo tem quatro níveis distintos e consiste em desviar das armadilhas jogadas por Mario.

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O primeiro game de plataforma com o gorila foi no Super Nintendo Imagem: Reprodução

Donkey Kong Country

Os dias de vilão ou prisioneiro ficaram para o passado em Donkey Kong Contry. Ao lado do familiar Diddy Kong, o gorila teve sua primeira aventura neste clássico desenvolvido pela Rare para o Super Nintendo. No controle da dupla de macacos, o jogador explora oito mundos distintos, cada um com fases e chefes específicos, em busca de bananas e contra os Kremlins, crocodilos que são os antagonistas da história. O game de plataforma 2D foi lançado em 1994 e impressionou pelos gráficos “realistas” para os padrões da época, que se diferenciavam bastante de jogos como Super Mario World.

Donkey Kong (Game Boy)

Em sua primeira participação no Game Boy, Donkey Kong voltou às origens dos arcades, em um jogo que colocava o gorila novamente como vilão. No controle de Mario, o jogador encara os quatro estágios do game dos fliperamas, que quando concluídos abrem 97 fases inéditas que misturam elementos de jogos de plataforma e quebra-cabeça. Esse foi o único game nesse estilo lançado para o portátil, mas inspirou a série Mario vs. Donkey Kong, que surgiu em 2004, no Game Boy Advance.

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Donkey Kong estreou no automobilismo em Mario Kart 64 Imagem: Reprodução

Mario Kart 64

A família Kong está representada no universo dos jogos de corrida desde “Super Mario Kart”, quando Donkey Kong Junior fez parte do elenco do primeiro game da série da Nintendo. Em 1997, foi a vez de Donkey Kong assumir o volante em “Mario Kart 64” como um dos oitos personagens jogáveis. Os macacos ganhariam ainda mais destaque com “Diddy Kong Racing”, jogo em que Diddy era o principal corredor, além de ser curiosamente o único da família presente.

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O gorila era um dos 12 lutadores de "Super Smash Bros." Imagem: Reprodução

Super Smash Bros.

Depois das corridas, foi a vez de Donkey Kong estrear em um game de luta. O gorila era um dos 12 lutadores do primeiro “Super Smash Bros”, lançado em 1999 para o Nintendo 64. Ele deu início a uma tendência na série: a do gigante fortão. No game do 64, só Donkey Kong era grande e mais pesado, um modelo que foi replicado em jogos seguintes da franquia com personagens como Bowser, Ganondorf, King Dedede e Charizard.

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Primeira aventura 3D de Donkey Kong foi criticada Imagem: Reprodução

Donkey Kong 64

A primeira aventura da família Kong em 3D demorou, mas chegou no final de 1999. Desta vez, toda a turma era jogável: Donkey, Diddy, Lanky, Tiny e Chunky podiam ser controlados pelo jogador. Toda a variedade acabou limitando a exploração do mundo, já que cada personagem tinha seu próprio coletável, resultando em uma overdose da tendência iniciada em Banjo Kazooie, de espalhar vários itens escondidos pelo mundo e limitar o acesso a certas áreas pelo número colecionado.

Donkey Konga

Depois das corridas, lutas e exploração do mundo 3D, chegou a vez de Donkey Kong apostar na música. “Donkey Konga” foi o primeiro jogo do gorila para o GameCube e trouxe um twist: em vez de usar controles normais, o jogador tinha em mãos um bongô, usado para batucar ao ritmo da música que aparecia na tela.

Donkey Kong Jungle Beat

Os bongôs marcaram a passagem de Donkey Kong pelo GameCube, já que todos os jogos focados no personagem usaram o acessório como controle principal. Só que os games não se limitaram ao campo musical, pois “Donkey Kong Jungle Beat” voltava a um estilo de exploração semelhante ao de “Donkey Kong Country”, só que desta vez controlado por meio de batuques. Uma experiência única e inusitada, marcando mais uma fase da carreira do gorila.

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No Wii, Donkey kong voltou ao estilo clássico consagrado no Super Nintendo Imagem: Reprodução

Donkey Kong Returns

Depois de anos explorando novas áreas, o gorila voltou às origens no ótimo “Donkey Kong Country Returns”, que chegou ao Wii em 2010. Feito pela Retro Studios, responsável pela trilogia Metroid Prime, o game adotou o estilo de plataforma 2D abordado nos tempos de Super Nintendo, mas com uma abordagem mais moderna e com elementos de 3D. O resultado foi sucesso de crítica e vendas, criando a fundação para o que veio a ser “Donkey Kong Country: Tropical Freeze”, lançado para o Wii U e relançado neste mês para o Switch.