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Jogamos: modo "battle royale" é um tremendo acerto do novo "Call of Duty"

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL Jogos

14/09/2018 04h00

Todo mundo quer um jogo de tiro "battle royale" para chamar de seu. O gênero, popularizado por "PlayerUnknown's Battlegrounds", ou simplesmente "PUBG", tem atraído milhões e milhões de jogadores e já entrou no radar das duas principais franquias de games de tiro.

Por ora, nós tivemos a oportunidade de testar o modo Blackout, que é a interpretação do estilo que os jogadores encontrarão em "Call of Duty: Black Ops 4". A modalidade está disponível em um beta fechado para quem fez a compra antecipada do game.

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O primeiro aspecto que chama a atenção no modo Blackout é o enorme tamanho do mapa. Ele retrata uma região costeira, com diversas construções que fazem referência a mapas multiplayer dos outros jogos da série Black Ops.

Além das construções - com prédios grandes, repletos de salas que escondem armas e itens -, o cenário em si é variado e oferece diversas formas de abordagem para os jogadores. Áreas com vegetação mais alta são ótimas para quem quer se camuflar dos adversários, da mesma forma que jogadores criativos certamente acharão aquele "cantinho" que permitirá pegar os inimigos de surpresa.

Divulgação
Imagem: Divulgação

A "cartilha" do battle royale segue com uma seleção de veículos que os jogadores podem utilizar para se locomover pelo mapa - que, claro, vai tendo a sua área reduzida pouco a pouco. Entre eles - que incluem caminhões e quadriciclos -, os mais divertidos são os helicópteros, que acrescentam uma dose bem-vinda de verticalidade ao modo.

No comando de um, o jogador e sua equipe - é possível "fechar times" com até quatro jogadores - podem pousar em locais altos, ganhando uma vantagem estratégica na hora de vigiar uma área e neutralizar adversários.

Equipamentos variados

Um dos melhores aspectos de Blackout é que o modo não se leva tão a sério - daí a presença de personagens e armas do modo Zumbi, incluindo inimigos morto-vivos em determinadas áreas do mapa.

A lista de equipamentos é variada e contempla desde "perks" dos jogos da série até itens como armaduras, kits de primeiros-socorros e granadas. Como o arsenal se encontra espalhado pelo mapa, caberá aos jogadores "tirarem leite de pedra" com o que encontrarem, o que acrescenta uma boa variedade à modalidade.

Outro ponto que merece destaque é a forma como os jogadores chegam ao mapa. Em geral, é um tanto complicado em games como "Fortnite" e "PUBG" você conseguir pousar exatamente onde quer. Isso não ocorre em "Black Ops 4", uma vez que a combinação de wingsuit (aqueles trajes com membranas entre os braços e o restante do corpo e também entre as pernas que permitem planar) e paraquedas funciona muito bem e de maneira bastante precisa.

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Imagem: Divulgação

Assim como ocorre em outros games do gênero, o centro do círculo de jogo varia de posição a cada partida. Por ter áreas tão distintas no mapa, isso pode significar um tiroteio urbano ou uma batalha de média e longa distância.

Ainda que nosso primeiro contato tenha sido limitado - não foi possível, por exemplo, jogar com personagens diferentes -, o modo Blackout de "Black Ops 4" parece bastante promissor. Se ele será capaz de entreter os jogadores o suficiente e fazer com que eles não se importem com a ausência de um modo história - algo inédito dentre os games principais da história da franquia - nós saberemos a partir do dia 12 de outubro, quando "Call of Duty: Black Ops 4" chegará para PC, PlayStation 4 e Xbox One.

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