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Produtor do novo "Call of Duty" defende jogo só online: unirá a comunidade

Rodrigo Lara/Colaboração para o UOL
Produto do Call of Dute novo, Jay Puryear participa da BGS 2018 Imagem: Rodrigo Lara/Colaboração para o UOL

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL, em São Paulo

10/10/2018 20h00

O lançamento de "Call of Duty: Black Ops 4" marcará um passo ousado para a franquia: pela primeira vez, um jogo principal da série será uma experiência totalmente online. A mudança fica ainda mais relevante quando consideramos que um dos aspectos mais elogiados da franquia é, justamente, o modo história e suas narrativas cinematográficas.

Para Jay  Puryear, diretor de desenvolvimento da Treyarch, a ideia surgiu como uma forma de oferecer uma nova experiência para a comunidade de jogadores da franquia. "Nós já conseguimos muita coisa com a série 'Black Ops'. Para criar o formato do "Black Ops 4", nós levamos em conta o que a comunidade estava falando e pensamos em maneiras de criar uma experiência diferente", disse em entrevista exclusiva ao UOL Jogos durante a BGS 2018.

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É natural que o multiplayer seja o modo mais jogado por quem compra um game como "Call of Duty", ainda mais se considerarmos que o modo história dos games da série costumam durar, quando muito, cerca de dez horas.

Mais do que passar mais tempo no modo multiplayer, Puryear acredita que esse é o modo que os jogadores do game acham mais divertido. "Nós sempre sentimos que poder jogar com amigos é divertido, uma experiência melhor. Então o que consideramos como desafio foi levar esse aspecto social a todas as partes do jogo".

Os últimos games da série tinham como componentes online o modo multiplayer e o modo Zumbi. Enquanto o primeiro trazia diversas modalidades, colocando grupos de jogadores uns contra os outros e até mesmo um "todos contra todos", o modo Zumbi, em sua essência, sempre foi uma experiência cooperativa.

Puryear, no entanto, salienta que o que a Treyarch fez com o novo jogo significa ir além. "O multiplayer competitivo é uma modalidade que tem esse aspecto social. O que fizemos foi mudar algumas bases, deixar a ação mais estratégica e priorizar a pontuação do jogador, não apenas a quantidade de pessoas que ele mata".

De acordo com o produtor, esse é mais um movimento no sentido de fazer os jogadores interagirem mais entre si. "O melhor exemplo disso é o modo Blackout. Não importa como você joga, sozinho, em duplas ou em quartetos, você precisa traçar estratégias, se comunicar. Quando há esse aspecto social no game, a comunidade se aproxima".

O modo Blackout é a principal novidade do game e bebe muito da fonte de sucessos como "PUBG" e "Fortnite". "Nós tomamos um cuidado para unir essa nova fórmula aos elementos clássicos de 'Call of Duty', em especial a jogabilidade tradicional da série. E, claro, superar o desafio de criar um mapa enorme". UOL Jogos testou o modo durante a fase beta e gostou do que viu. 

Um dos pontos que poderia justificar a ênfase no modo multiplayer seria o cada vez mais relevante cenário dos eSports. Puryear, no entanto, nega que essa seja a principal razão para a mudança. "O cenário esportivo é importante, tanto para jogadores quanto para produtores. No entanto, nossa decisão tem muito mais a ver com criar experiências que a os membros de nossa comunidade possam aproveitar juntos".

Se a aposta será bem sucedida e agradará os fãs da franquia nós saberemos a partir do próximo dia 12 de outubro, quando o game chegará para PC, PS4 e Xbox One.

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