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Disputa por ingresso de evento de "Pokémon GO" cria mercado paralelo

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Porto Alegre receberá a primeira Zona Safári de "Pokémon Go" na América do Sul Imagem: Divulgação

Vinícius de Oliveira

Colaboração ao UOL, em Porto Alegre

2019-01-24T13:34:54

24/01/2019 13h34

A Niantic se prepara para realizar a sua primeira Zona de Safári na América do Sul, entre os dias 25 e 27 de janeiro, em Porto Alegre. Às margens do recém-revitalizado Lago Guaíba, os jogadores de "Pokémon GO" poderão capturar monstrinhos exclusivos do evento, tais como Unown, Relicanth e Psyduck em sua variação brilhante.

Segundo a empresa, mais de 100 mil jogadores do mundo inteiro se inscreveram para ganhar um ingresso. No total, foram distribuídos - gratuitamente - 25 mil entradas para os três dias do evento, sendo 30% deles reservados para estrangeiros.

No entanto, os jogadores que ficaram sem ingresso logo deram um "jeitinho" de conseguir um para o aguardado evento. Após o sorteio e a distribuição, era possível encontrar treinadores Pokémon vendendo seus tickets por mais de R$ 1 mil.

Foi o caso do estudante de economia Tiago Monteiro, de 28 anos. "No começo, eu pesquisei e os ingressos estavam na faixa de R$ 500 a R$ 1,2 mil. Como a gente tem muitos grupos de 'Pokémon GO', eu acabei abaixando o preço. Estava oferecendo por R$ 300, mas se alguém aparecer com R$ 100 leva", disse.

Inicialmente, os planos do treinador Pokémon era visitar a cidade de Porto Alegre se ganhasse a entrada, mas, por estar sem emprego, ele acabou optando por economizar o dinheiro. "Eu pesquisei algumas passagens, os amigos se ofereceram para pagar, mas eu não aceitei. Estou desempregado, tenho pensão do meu filho para pagar e a minha faculdade também", explicou.

"Se eu tivesse a oportunidade, eu iria mesmo tendo medo de andar de avião", completou Monteiro, que joga "Pokémon GO" desde o primeiro dia. "Acho que o evento deveria ser em São Paulo, que é onde está a maior concentração de jogadores do país e tem vários parques que a gente já se reúne para jogar", finalizou.

Reprodução
Ingressos foram sorteados, mas certos vencedores do sorteio colocaram entradas à venda Imagem: Reprodução
No mercado paralelo, ainda é possível encontrar perfis que vendem o ingresso para a Zona de Safári de Porto Alegre por até R$ 230. A prática é comum e também aconteceu em outros países que sediaram o evento da Niantic anteriormente, como Alemanha e Japão.

Há também quem prefira dar os tickets que ganhou. Foi o caso da estilista Lily Ikebe, de 38 anos. Jogadora assídua de "Pokémon GO", ela deu seus dois ingressos para um casal de amigos que irá até Porto Alegre participar o evento.

"Se fosse mais acessível, eu consideraria ir para o evento, até para conhecer uma cidade que eu não conheço. Mas eu achei o gasto muito alto para um fim de semana só e quis priorizar o Carnaval, que eu estou economizando uma grana. Não tenho vontade de 'ganhar' dinheiro com o jogo, por isso resolvi dar os ingressos para dois amigos que eu conheço e que realmente vão lá para jogar", disse a estilista.

"Fiz de coração, porque não acho justo as pessoas venderem para ganhar em cima dos outros. Tem gente que é muito fã, muita criança e ganhar o ingresso foi uma questão de sorte. Doar eu sempre acho melhor, porque alguém fará um bom uso", completou.

O que pensa a Niantic

A prática de venda ou doação não é estimulada pela empresa. Para participar do sorteio gratuito, a Niantic pede dados dos jogadores para tentar coibir a comercialização no mercado paralelo. Procurada pelo UOL, a companhia responsável pelo "Pokémon GO" informou por meio de sua assessoria que ainda não tem uma posição oficial sobre o comércio de ingressos da Zona de Safári de Porto Alegre.

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