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Nova edição de "Street Fighter V" finalmente torna o jogo completo

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Imagem: Reprodução

Rodrigo Lara

Do Gamehall

19/01/2018 04h00

Com praticamente dois anos de vida, "Street Fighter V" passou boa parte desse período envolto em controvérsias. Já foi um game considerado incompleto até mesmo pela Capcom, enfrentou problemas com seu modo online e foi acusado de ser um "caça-níquel" por boa parte dos jogadores.

Ainda que alguns dos problemas tenham sido resolvidos com o tempo - e outros persistirem, como a quantidade de personagens pagos à parte ser quase a mesma dos disponíveis desde o início do jogo -, o game não decolou em vendas. De acordo com dados da Capcom, o game vendeu 1,9 milhão de cópias, ficando muito distante dos 2 milhões pretendidos pela produtora até o final de março de 2016.

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É nesse cenário incômodo que o game ganha sua principal atualização até o momento. A versão "Arcade Edition", entregue de maneira gratuita para quem já possui o jogo, chega com a principal missão de rechear o título de conteúdo. E faz isso mirando alguns pontos críticos e se mostrando capaz de refinar aquela que já era a grande qualidade de "Street Fighter V": sua jogabilidade.

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O jogo foi testado no PlayStation 4 Imagem: Montagem/UOL

De cara nova

É um tanto óbvio, mas a primeira grande diferença da versão "Arcade Edition" é notada antes mesmo de começar a jogar. Uma apresentação caprichada que apresenta os personagens e a interface abandonou o tom escuro para exibir uma mescla de bege e dourado.

Nesse menu, chama a atenção a presença de um novo modo. Sim, o "Arcade", uma marca da franquia e bastante requisitado pelos jogadores que curtem jogar sozinhos, finalmente estreou no jogo. No mais, algumas opções (como o modo "Sobrevivência", agora englobado em "Desafios") mudaram de lugar, mas continuam existindo.

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Um dos primeiros pontos que chama a atenção é o menu principal, com cores inéditas; atualização "Arcade Edition" mudou bastante a interface do jogo Imagem: Reprodução

Há novos modos além do "Arcade" (sobre o qual falaremos em breve): "Batalha em Equipe", que permite disputas locais entre dois times com até cinco personagens, e "Batalha Extra", que traz desafios especiais (e difíceis) por tempo limitado e premia os vencedores com itens e dinheiro do jogo, os raros Fight Money.

Por fim, ainda há os "Desafios Especiais", que dão títulos de jogador especiais para quem os concluir, e também um modo "Galeria", usado para ver ilustrações, músicas e artes em 3D.

Gostinho do passado

A grande novidade do game é o modo "Arcade". Nele, os jogadores escolhem entre seis caminhos, que representam os jogos "Street Fighter", "Street Fighter II", "Street Fighter Alpha", "Street Fighter III", "Street Fighter IV" e "Street Fighter V".

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Modo "Arcade" tem seis caminhos distintos, cada um deles com adversários da época do jogo escolhido Imagem: Divulgação

Funciona assim: cada caminho limita a escolha de personagens aos presentes no jogo original (ou com algumas "adaptações"). Como exemplo, temos o caminho do primeiro game da série, que permite escolher entre Ryu, Ken, Birdie, Zeku (referência a Geki), Balrog (referência a Mike) e o gigante Abigail.

As disputas se desenrolam contra oponentes controlados pela máquina e, ao final, o jogador desbloqueia uma ilustração em formato de história em quadrinhos, com uma frase genérica. É verdade que dá um pouco de saudade dos finais animados dos jogos antigos, mas acaba sendo melhor do que nada - e quem quiser narrativa, pode se aventurar pelas variantes do modo "História".

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Finais do modo "Arcade" são imagens estáticas, com frase simples; escolha da Capcom deixou toda a narrativa para o modo "História" do jogo Imagem: Reprodução

Novidades onde mais importa

Além de novos modos e alterações cosméticas, "Street Fighter: Arcade Edition" também mexeu na mecânica do jogo. Além do processo de rebelanceamento dos personagens, algo até certo ponto frequente, o jogo traz uma novidade que impacta diretamente no modo de jogar.

Trata-se da presença de um segundo V-Trigger para todos os personagens. Essas são as ações que utilizam um medidor auxiliar e são ativadas pressionando os botões de soco forte e chute forte.

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Agora, há duas opções de V-Trigger para cada lutador; novas habilidades mexem bastante com a mecânica do jogo e oferecem diversas novas possibilidades de combinações e estratégias Imagem: Reprodução

A possibilidade de escolher entre habilidades distintas muda bastante a abordagem de cada lutador. Tomando como exemplo Nash: enquanto a habilidade original, Sonic Move, é uma espécie de teletransporte, a nova, Stealth Dash, faz o personagem se movimentar em alta velocidade e terminar esse movimento com dois golpes: um soco de cima para baixo, perfeito para pegar quem estiver defendendo agachado, e um chute anti-aéreo.

É algo que torna o game ainda mais profundo e abre espaço para novas táticas e combos inovadores. Não é preciso dizer que isso afeta, inclusive, o cenário competitivo do game.

Por enquanto, a única personagem da nova temporada é Sakura, disponível gratuitamente por tempo limitado. Ao longo do ano, novos personagens serão lançados.

Finalmente vale a pena

Não é nenhum exagero dizer que, com o pacote "Arcade Edition", "Street Fighter V" finalmente é um game que vale o investimento de quem curte jogos de luta.

Veja o trailer de "Street Fighter V: Arcade Edition"

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A atualização não apenas corrigiu o maior defeito do jogo como teve coragem de mexer na jogabilidade, algo que era o maior ponto positivo do título. Também pesa a favor do game o fato de ela ser gratuita para donos de "Street Fighter V", diminuindo bastante a sensação de "caça-níqueis" deixada pelo jogo nestes últimos dois anos.

O game está disponível para PlayStation 4 e PC.

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