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Você sabia que os funcionários da Nintendo já fizeram greve de fome?

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Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

13/01/2018 04h00

Você gostaria de trabalhar para a Nintendo? Na maioria dos casos, qualquer pessoa que goste de games responderia "sim" a essa pergunta. A situação, porém, era bem diferente antes da empresa japonesa alçar voos no segmento de videogames.

Na primeira metade dos anos 1950, já com quase 70 anos de existência, a empresa se concentrava na produção de jogos de cartas, como ocorria desde sua fundação, em 1889.

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Uma reestruturação promovida por Hiroshi Yamauchi, neto do fundador da empresa, acabou criando problemas. Entre as ações, estava centralizar a produção da empresa e fazer um empréstimo para comprar mais terras.

Essa reestruturação acarretou no fechamento de uma fábrica e consequente demissão de funcionários. O sindicato dos trabalhadores da empresa, que já achava o novo chefe da empresa muito jovem e inexperiente para o cargo.

Como forma de protesto pela decisão, funcionários da empresa decidiram se manifestar fazendo uma greve de fome. A estratégia, porém, não funcionou: Yamauchi acabou tomando medidas mais extremas, demitindo seus principais críticos dentro da empresa e garantindo que os funcionários restantes se mostrassem leais a ele.

As reformas promovidas por Yamauchi - posteriormente, ele afirmou que queria mostrar que aqueles que o subestimaram estavam errados - fizeram com que a Nintendo diversificasse seus negócios. Em 1963, ele mudou o nome da empresa para Nintendo Co., Ltd. e passou a atuar em vários segmentos, desde táxis até motéis.

Essas iniciativas não vingaram e quase quebraram a empresa, que passou então a se concentrar no ramo de brinquedos, na segunda metade dos anos 1960. A empreitada em produtos eletrônicos só aconteceria na década seguinte, com a compra dos direitos para produzir o Odyssey no Japão, em 1974, e o lançamento do Color TV-Game, em 1977.  

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